Ir para o conteúdo

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Notícias

Delegada, advogada e psicóloga dão ‘spoiler’ sobre debate “A Importância da Mulher na Política”

A delegada aposentada Gláucia Simões, a advogada Tatiane Muzeti e a psicóloga Sada Ali em entrevista à Rádio Jornal, na manhã desta quinta-feira (22), se expressaram sobre “A Importância da Mulher na Política”, tema do debate que será realizado no próximo sábado (24), na Casa da Mulher.

Dra. Gláucia mencionou o novo projeto que elas estão compondo, o grupo Política Para Elas. “Mulheres de vários partidos que se uniram em função de uma causa nobre que é a necessidade da participação da mulher na política. Barretos conta com uma prefeita, do sexo feminino, mas na Câmara Eleitoral, por exemplo, não tem nenhuma”, disse.

A violência política que a mulher sofre é um dos assuntos abordados pela delegada. “A própria busca pela conquista do voto feminino, que é a data emblemática do sábado dia 24, passou por um processo de extrema violência, é um absurdo, o processo durou anos”, relatou.

Ela conta que “na Arábia Saudita conseguimos a conquista do voto feminino agora no século XXI, no Brasil faz 92 anos que conseguimos, mas mesmo assim, os argumentos que eram usados é uma violência institucional”, esclareceu.

De acordo com Gláucia, um dos argumentos é o de que a mulher apresentaria uma ameaça dentro da família, “porque devíamos obediência ao pai ou marido, por sermos consideradas incapazes de termos um pensamento próprio ou resolver questões complexas”.

Já para a dra. Tatiane Muzeti, “precisamos de mulheres que tenham garra e que tragam amor e pacificação dentro das políticas públicas. Porque no mundo que vivemos atualmente, com as nuances da maldade humana, disputa pelo poder, isso se faz necessário”, disse.

Tatiane ressalta que vem com o propósito de despertar na sociedade barretense que mais mulheres sigam o caminho de entrar na esfera política. “O fato de haver 17 cadeiras na Câmara Eleitoral e nenhuma ser ocupada por uma mulher é inadmissível, pois é muito importante essa força feminina”, esclareceu.

A psicóloga dra. Sada descontraiu contando que o grupo é composto por “cinco mosqueteiras unidas por uma causa em comum que é o direito ao voto”. Ela lembra que “ainda existe aquela inibição familiar para que você [mulher] exponha seu voto, para que vote em determinado candidato para não haver “guerra” em casa. E principalmente nessa polarização que vivemos no último pleito presidencial, no qual em uma mesma casa, em uma mesma família, vive a divisão de opiniões, em que as pessoas conseguem subjugar o voto de uma mulher ainda hoje”, finalizou complementando que “acima de tudo as mulheres precisam ter o direito de serem efetivamente apoiadas e votadas”.

Compartilhe: