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segunda-feira, 20 de maio de 2024

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Coordenadora do Ambulatório de Doenças Infectocontagiosas fala sobre aumento de casos

Quando falamos de doenças sexualmente transmissíveis, automaticamente a primeira ideia que vem à cabeça é a Aids. O tema ainda é cercado de polêmica, tabu e preconceitos.

A coordenadora do Ambulatório de Doenças Infectocontagiosas da Prefeitura de Barretos, Thatyaine Schiapati, explicou, em entrevista recentemente à Rádio Jornal, que “tem muitas pessoas que não procuram fazer os testes porque não querem se expor, e não procuram nem tratamento”, disse.

Thatyaine expôs que essa nova geração deixou de usar preservativo, “por isso temos um número muito grande de casos positivos da sífilis. Pois não é só o HIV, tem outras doenças venéreas, como as hepatites. Com o uso de preservativos a gente consegue evitar a contaminação”, ressaltou.

Sobre a evolução dos tratamentos, ela enfatizou que existem os portadores de IST’s que vivem uma vida normal. “A sífilis, por exemplo, é uma doença tratada em unidade básica, não precisa de nenhum especialista, o tratamento é oferecido pela rede pública e é bem tranquilo. As medicações são oferecidas em Barretos, o Ministério da Saúde distribui para o Brasil todo”, explicou.

Para tranquilizar a população e encorajar a fazerem os testes para detecção, a coordenadora esclareceu que o estado fornece várias medicações para controle da doença.

“Muitas pessoas morreram por causa da hepatite C no começo, o tratamento era muito agressivo e hoje não é mais assim, mas muitos têm medo.

Ela enfatizou que “quanto antes ocorrer a detecção, mais qualidade de vida o paciente terá. Quando essas doenças são descobertas em uma fase mais tardia geralmente há outras doenças associadas que diminui a qualidade de vida. Não temos a cura, mas conseguimos melhorar muito a qualidade de vida dos portadores”.

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