sábado, 19 de setembro de 2020

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Como a paralisação está afetando o Comércio de Barretos?

Barretos está entre os oitos municípios maiores em áreas geográficas do Estado de São Paulo.
Barretos representa a 13° Regional Administrativa do Estado, tendo dezesseis municípios sob a sua responsabilidade política, econômica e social com uma população geral de 424.560 mil habitantes (IBGE 2.017). Barretos, já se consolidou como Centro Regional de Compras da Região, incluindo as cidades Mineiras fronteiriças.
Barretos, é uma cidade eclética em todos os setores econômicos: na Saúde ( Hospital do Amor, Hospital São Jorge, Santa Casa, Ames e Hospital Nossa Senhora ); na Educação ( mais de 50 cursos de Ensino Superior, Senac , Sebrae, Sesi, Paula Souza e outros); na Industria (frigoríficos e dois distritos industriais: representados pelas empresas de maiores portes, SR Embalagens, Mariol Farmácia, Bombas Andrade, Flora Néctar, Cia do Sal, Distribuidora Faria, Liberfós/Allplant ) e muitas outras empresas de pequeno porte que, representam em muito nosso distrito industrial; na Agricultura ( cana, borracha, grãos , laranja e pecuária) e Serviços ( Turismo e Autônomos) no Turismo, tendo como seu ápice a maior Festa de Peão da América Latina, onde se encontram mais de um milhão de pessoas no mês de agosto de todos os anos.
Aí vem o tema em questão: “ COMO A PARALISAÇÃO ESTÁ AFETANDO O COMÉRCIO DE BARRETOS”.
Em um piscar de olhos, o mundo se viu de ponta cabeça, não vou entrar em detalhes, pois, já estamos fartos de tantas notícias triste, mas, uma pequena observação: … como toda humanidade está de joelhos por um vírus invisível fazendo o mundo sofrer o chorar … só aos olhos de DEUS que não, talvez precisássemos parar para ouvir um pouco a natureza e a religião de qualquer canto deste mundo.
Ao nosso tema, qualquer visitante ou turista que vem a Barretos, se encanta com o nosso comércio tão pujante, tanto no centro da cidade (temos um shopping ao céu aberto ) e bairros, e nosso irmão mais novo o North Shopping que hoje é um cartão de visita de nossa cidade.
No Caged de dezembro de 2.019, informação do nosso diretor da Acib e Secretário do Desenvolvimento do Município André Peroni, temos aproximadamente, 8.429 empresas que empregam 29.668 funcionários. Destes dados noticiados e acima da nossa escrita, informo que, com a paralisação do comércio por todo este tempo, tão cedo, não vamos conseguir medir o tamanho da dificuldade e estragos que estamos vivenciando.
Da noite para o dia, o empresário ficou com as portas fechadas e todos trancados dentro de suas casas. E, bem ele sabia, de seus compromissos nos dias seguintes, por exemplo: duplicatas do dia a dia para serem saldadas, impostos a serem recolhidos e o mais importante, salários a serem pagos.
Durante esse período, foram feitas reuniões a pedido dos Empresários ao Executivo, na primeira, a permissão da venda de mercadorias no sistema consignado que, pelo menos, por delivery (entrega em casa) esporadicamente alguma venda seria realizada. Após, 03 semanas, o mesmo comitê conseguiu com o Prefeito Guilherme de Ávila, mais um grande avanço, abertura de meia porta do estabelecimento, para o recebimento de carnês, que ajudaram em muito o pequeno e médio empresário um aporte financeiro para saldar pelo menos salários de colaboradores. Porém, o North Shopping, não pode estar incluído nestes decretos (venda de vestuário e área de alimentação), pode somente na área de supermercado, internet e prestação de serviços, em outros seguimentos ficaram prejudicados, pois, não teria como medir entrada e saída dentro de um espaço bem maior.
Após várias sinalizações do avanço do Covid-19, sempre bem avaliadas pelo Executivo, comitê da saúde e sistema hospitalar de internação de vítimas, chegamos à conclusão, que poderíamos nos adequarmos em uma abertura parcial obedecendo os espaços permitidos pela vigilância sanitária, e assim, mais uma vez o Executivo atendeu a classe, com um novo decreto, com rígidas obrigações a serem cumpridas, mas, pelo menos fazendo vendas…“ nos estabelecimentos comerciais em geral, poderão funcionar mediante encomenda com a entrega e retirada no estabelecimento para o cliente …“, um segundo e grande avanço, sempre respeitando as regras da vigilância sanitária.
Diante de todo este exposto, a nossa conclusão da paralisação do nosso comércio:
Que, o comércio em geral havia acabado de sair de uma crise de 05 anos, onde, várias empresas fecharam, vários trabalhadores perderam seus empregos, e mais, empresários ficaram endividados e com muita dificuldade de sobrevivência.
De outubro de 2.019 até fevereiro/meados de março de 2.020, a economia do varejo, vinha recuperando em passos curtos, mas, com sinalizações positivas para o ano corrente.
Cenário de hoje, o impacto no comércio de Barretos mesmo uma liderança em uma Região Administrativa do Estado, não será nada animadora como será também no Estado todo, no Mundo todo, muitas empresas não vão conseguir nem reabrirem e manterem em seus quadros seus colaboradores, e aí entra em cena os Governos Municipal , Estadual e Federal, que neste momento ainda não conseguiram socorrer esta classe que tanto pagam tributos e dão empregos a milhares chefes (a) de família.
Termino dizendo: “…. nossa economia não é sobre produção e geração de empresa, economia é a sobrevivência é vida pulsante e comida na mesa, é o suor da iniciativa privada que constrói esta nação ….”. Estamos precisando acreditar que tudo isto vai passar, com a ESPERANÇA e muita FÉ que tudo possa terminar de um modo que possamos RECOMEÇAR.

Roberto Arutim
Advogado/ OAB/124.376
Presidente da acib/sincomercio
Diretor Efetivo da Fecomércio

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