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segunda-feira, 22 de julho de 2024

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Brasil avança rumo ao repositório definitivo para rejeitos nucleares até 2029

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) do Brasil planeja inaugurar um repositório definitivo para rejeitos nucleares até o início de 2029, centralizando o armazenamento de materiais radioativos gerados por diversas atividades, incluindo usinas nucleares, indústrias médicas e alimentícias. Batizado de Centro Tecnológico Nuclear e Ambiental (Centena), o projeto está sob a supervisão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Atualmente, rejeitos radioativos das usinas nucleares brasileiras, como ferramentas e uniformes contaminados, são armazenados de maneira segura e monitorada nos galpões próximos às instalações da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, que abriga as usinas Angra 1 e Angra 2. Esses materiais são acondicionados em tonéis de aço e pequenos contêineres antes de serem transportados para a Central de Gerenciamento de Rejeitos (CGR), composta por três galpões que abrigam aproximadamente 7,9 mil volumes.

No entanto, os atuais galpões em Angra têm capacidade prevista para armazenamento até 2030. Caso não haja uma solução definitiva até 2028, a Eletronuclear, estatal responsável pela operação das usinas, considerará alternativas como a construção de novas estruturas no terreno da central nuclear ou a adoção de novas tecnologias de armazenamento.

O Centena está projetado para operar por 60 anos e contará com um período de vigilância de 300 anos após seu fechamento, visando garantir a segurança e a proteção ambiental a longo prazo. Segundo Clédola Cássia Oliveira de Tello, coordenadora técnica do projeto, o processo de implementação passará por fases de licenciamento que incluem a escolha do local, construção da estrutura e início das operações.

A localização exata do Centena ainda não foi divulgada, mas a previsão é que entre em operação no final de 2028 ou início de 2029. O Brasil se junta a outros países como Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e diversos países europeus que já possuem repositórios de rejeitos radioativos, destacando a importância global de um gerenciamento seguro e responsável desses materiais.

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