sexta-feira, 20 de Abril de 2018

Notícias

Santa Casa: a crise antiga e a de agora (pós crise)

A população precisa estar informada da verdade, em época que reclamações circulam por conta de defeitos no atendimento ao público. Necessidade ainda maior, por conta de que a nova gestão, a todo instante, afirma, na imprensa, que a melhora é muito grande, insistindo em maldizer da medicina oferecida no passado. Pior ainda: taxando a prática do passado de medicina desonesta.
A verdade precisa ser reposta. Na crise antiga, era muito mais eficiente o acolhimento do paciente do pronto socorro, que nunca se viram enfileirados nos corredores do setor. Esse absurdo decorre do fechamento desnecessário de alas e andares do hospital, em nome de reformas que acontecem a passos de tartaruga ou, na realidade, não estão sendo feitas.
Fica, então, o absurdo de pacientes mal acomodados no pronto socorro, a exemplo de casos, que não são bons, no Brasil afora. Aqui, de fato, por conta de uma redução de quase metade dos leitos do hospital em nome de “estranha economia”.
Antigamente havia uma crise, mas sem essa perda sensível de qualidade de atendimento.
Outra questão grave, é o atraso de resoluções de emergências, em que o gestor diz que agora existe cirurgião presencial e antes não. Hoje existe sim, porém, o dia todo ocupado com cirurgias agendadas, que tem sido preferenciais, protelando as cirurgias de urgência para a noite, para a madrugada ou até para o dia seguinte.
E antes, como era? Ficando à distância, o cirurgião escalado chegava em tempo rápido, ágil e suficiente para proceder o necessário. Até porque, antes, haviam 9 salas de cirurgia disponíveis e hoje são 4, e com muito custo para poder atender a demanda existente.
Esses são detalhes que precisam ser conhecidos e que não são aceitos pela Diretoria Clínica, cujo papel é zelar pelo bom andamento da instituição, de olho na postura ético profissional do médico, na defesa de seus direitos e, principalmente, nos do paciente, o maior objetivo da atividade hospitalar.
Aliás, alguém com visão técnica, deve vigiar algo que paciente ou parentes muitas vezes não sabem o que acontece ou pode acontecer. Esse é o Diretor Clínico e uma Comissão de Ética Médica.
Verdades que precisam ser esclarecidas. Diferente de outras verdades que, por si só, chamam atenção pela incoerência: o caso das dívidas que partiram de 64 milhões, galopando em 3 semanas para 264 milhões, em dias para 300 milhões e que agora “parece” que já foram milagrosamente resolvidas.
Doutra parte, a história mostra a clássica postura de que mentiras repetidas insistente e insidiosamente acabam por parecer verdade. Ficar de olho nisso. Mentiras e conversas marotas não combinam com saúde, doença e medicina.
As pessoas pecam, às vezes por muito confiar, porém, não são bobas.
Convenhamos….
Há outras questões (muitas) que merecem apreciações, que certamente não deixaremos de fazer.

Dr. Fauze José Daher
Diretor Clínico da Santa Casa de Barretos

Compartilhe: