sábado, 20 de outubro de 2018

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Procurador-geral de SP decide manter inquérito que investiga Alckmin com promotoria

Gianpaolo Smanio tinha tirado inquérito da promotoria para analisar. Ex-governador é investigado por doações nas campanhas de 2010 e 2014.
O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Poggio Smanio, anunciou ontem (15) que o inquérito civil aberto para apurar suspeitas de improbidade administrativa do ex-governador Geraldo Alckmin vai prosseguir na Promotoria do Patrimônio Público e Social da capital paulista.
Alckmin entrou na mira dos promotores paulistas depois que delatores da Odebrecht relataram supostos pagamentos de R$ 10,3 milhões, via caixa 2, durante as campanhas eleitorais para governador de 2010 e 2014.
Na semana passada, o procurador-geral solicitou a “remessa imediata” do inquérito civil para “avaliar e decidir” quem tem a competência para investigar o ex-governador. Segundo o Ministério Público, Smanio atendia a uma solicitação dos advogados de Alckmin. A defesa alegava que o “caso se circunscreve à esfera eleitoral e que a atribuição para investigar eventual improbidade administrativa é do procurador-geral”.
Na ocasião, o promotor Ricardo Manuel Castro, responsável pelo inquérito civil, criticou a solicitação do procurador-geral e disse que “não abdica da sua atribuição”. Castro classificou o pedido de Smanio como “avocação indevida” da investigação e encaminhou uma representação ao Conselho Nacional do Ministério Público, em Brasília, para reaver o inquérito de Alckmin.
Na decisão anunciada nesta terça-feira, o procurador-geral assinalou que sua posição está “amparada em recente do STJ e que ela altera visão consolidada no Ministério Público de São Paulo”.
O inquérito aberto pela Promotoria Eleitoral contra Alckmin, ainda relacionado à delação da Odebrecht, também terá prosseguimento.

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