segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

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Ex-prefeito é condenado a 30 anos de prisão por mandar matar antecessor em Igarapava

Júri popular considerou Sérgio Augusto Freitas culpado pela morte de Gilberto Soares dos Santos, o Giriri, executado com 11 tiros em 1998.

O ex-prefeito de Igarapava (SP) Sérgio Augusto Freitas foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado pela morte de seu antecessor Gilberto Soares dos Santos, o Giriri, há 20 anos.
O júri popular realizado no Fórum de Franca (SP) ontem (12) considerou Freitas, mais conhecido como Serginho, o mandante do homicídio de Giriri, que foi assassinado com 11 tiros em outubro de 1998 por desavenças políticas, segundo o Ministério Público.
Freitas foi condenado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado. “O importante é a busca dessa justiça. Nós nunca quisemos vingança, mas sim justiça. O que a gente quer hoje é punir o verdadeiro culpado da morte do meu pai”, diz Rubiana dos Santos Gabelinni, filha da vítima.
O ex-prefeito está preso desde julho do ano passado por envolvimento em um suposto esquema de fraudes em licitações na Prefeitura que somam R$ 26,4 milhões apontado na Operação Pândega. Em 2009, ele também foi condenado ao regime semiaberto por extorsão, quando era vereador.
O júri popular
O julgamento começou pela manhã e foi concluído após oito horas. Serginho chegou ao fórum por volta de 8h30 em um veículo do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Franca.
O tribunal do júri começou por volta das 9h30. O juiz Lúcio Alberto Enéas da Silva Ferreira ouviu três testemunhas das dez esperadas: duas de defesa e uma de acusação.
Da acusação foram ouvidos uma uma filha de Giriri que tinha 13 anos na época do crime e Admilson Soares, já condenado por participação no mesmo crime. Ele confirmou que Serginho foi mandante do crime.
Último a ser ouvido, o réu prestou depoimento ainda no início da tarde. Depois das argumentações do promotor e do advogado de defesa, o veredicto dos jurados foi divulgado no início da noite.
O assassinato
Giriri estava no segundo mandato quando foi sequestrado por cinco homens armados, que invadiram a chácara onde ele morava em Igarapava. O grupo amarrou e trancou em um banheiro a mulher dele, os quatro filhos e uma cunhada, que estavam no local.
O corpo do prefeito foi encontrado no dia seguinte em uma estrada de terra com marcas de tiro e sinais de espancamento. Dos 13 denunciados, oito foram condenados. Acusado de ser o mandante do crime, o então vice-prefeito é o único que ainda não foi julgado.
O Ministério Público sustenta que Serginho agiu por vingança e mandou matar o antecessor por desavença política: Giriri não estaria cumprindo um acordo feito com aliados, que envolvia a concessão de cargos na Prefeitura e participação nas decisões do governo. A defesa nega a participação dele no crime.

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