sábado, 24 de agosto de 2019

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Deficit na Polícia Civil pode piorar com aposentadorias: hoje, faltam 14 mil integrantes

Os novos dados do Defasômetro revelam que 661 policiais civis protocolaram pedidos de aposentadoria em julho

Os novos dados do Defasômetro, calculado pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (SINDPESP), baseado nos dados do Diário Oficial, revelam que 661 policiais civis estão com pedidos de aposentadoria protocolados em Julho. “Se o governador não realizar concurso, a Polícia Civil vai encolher mês a mês, com o crescente número de aposentadorias e exonerações daqueles profissionais que, por causa dos baixíssimos salários, migram para a Polícia Civil de outros estados. A falta de profissionais chegou a um nível insustentável e vem provocando graves problemas tanto para os policiais, que estão adoecendo por causa da sobrecarga de trabalho, quanto para a sociedade, que fica desprotegida”, afirma a presidente do SINDPESP, Raquel Kobashi Gallinati.
A carreira que apresenta a maior defasagem é a de agente de telecomunicações, com um índice de 38,95%, seguido pela de papiloscopista, com 38,85% e escrivão, com defasagem de 37,21%. As carreiras de investigador e delegado apresentam, respectivamente, um deficit de 28,23% e 24,92%.
O novo cálculo aponta um deficit de quase 33% na Polícia Civil, com a falta de 13.962 profissionais entre investigadores, delegados, escrivães, médicos legistas e papiloscopistas. Dos 41.912 cargos previstos em lei, somente 27.950 estão ocupados atualmente.
Esse número caiu em relação ao mês anterior por causa da nomeação de 449 profissionais, entre médicos legistas, peritos, fotógrafos e desenhistas. É importante observar, no entanto, que das 449 nomeações, 70 foram canceladas porque os nomeados não compareceram para assumir a vaga.
Para ter uma visão atualizada do cenário, o SINDPESP percorreu todas as regiões do Estado para verificar como a defasagem afeta a vida dos policiais em cada Deinter e apresentará um relatório ao governador João Doria para que ele tenha conhecimento das dificuldades enfrentadas pela Polícia Civil e as medidas que devem ser adotadas para sanar o problema. “Esse relatório mostrará os principais pontos que precisam ser atacados para que o governador possa cumprir sua promessa de melhorar a Polícia Civil paulista”, conclui Raquel.

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