segunda-feira, 25 de março de 2019

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Acusado de atirar em Marielle descarta delação premiada, diz advogado

Ronnie Lessa negou que tenha atirado contra a vereadora e seu motorista Anderson Gomes segundo advogado. Possibilidade de delação premiada foi apontada pelo governador, Wilson Witzel.
O advogado de Ronnie Lessa, Fernando Santana, afirmou ontem (13) que seu cliente não pensa em fazer uma delação premiada sobre o caso Marielle Franco. De acordo com a defesa, Ronnie negou que tenha atirado contra a vereadora e seu motorista Anderson Gomes.
Ronnie é acusado pela polícia e pelo Ministério Público de ter sido o autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson, além de ser o dono de 117 fuzis encontrados em um apartamento no Méier durante operação nesta terça.
Na terça-feira (12), o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, apontou a possibilidade dos acusados firmarem um acordo de delação premiada sobre o caso. Durante uma coletiva de imprensa, Witzel e a cúpula da Segurança do estado deram detalhes das investigações.
“É uma resposta importante que nós estamos dando para a sociedade: a elucidação de um crime bárbaro cometido contra uma parlamentar, uma mulher, no exercício de sua atividade democrática. Teve sua vida ceifada de forma inaceitável. Mas muito mais ainda inaceitável porque estava exercendo seu mandato”, disse o governador.
Ronnie Lessa é acusado de ser a pessoa que atirou contra o carro da parlamentar. Ele estaria acompanhado do comparsa Élcio Vieira, que dirigia o carro em que eles estavam. Ambos foram presos na Operação Lume na terça-feira (12).
Já o advogado de defesa de Élcio afirmou que o cliente não estava no mesmo local em que o crime aconteceu. Segundo ele, testemunhas irão provar que o acusado estava em outro lugar no momento do assassinato. “Vamos apresentar as testemunhas e provar a inocência do meu cliente”, disse.

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