sábado, 20 de abril de 2019

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WHY?

Bom Dia Barretos. Dia desses, estava rememorando um diálogo que presenciei, na minha última viagem a Londres, quando fui ver minha neta, que acabava de nascer. Indo a um restaurante, me chamou a atenção a conversa entre dois comensais, com um sempre repetindo “uai”. Na hora, pensei tratar se de algum mineiro que estivesse passeando por Londres.
Mas não era, era um dos comensais que insistia com a pergunta “why”, que em inglês significa “Por Que”. O primeiro comensal insistia em saber, o por que, da dedicação, em seu ver doentia, que o outro tinha pelo seu trabalho e pela busca da perfeição no que fazia? Por acaso vai lhe render algum ganho extra? Algum reconhecimento? Alguma promoção? Então, por que tanto esforço e tanta dedicação? Ou você quer passar para a história como um benfeitor da humanidade? Você acha que alguém vai reconhecer isso no futuro? Não, meu amigo, continuou o outro, não espero nada de ninguém, só quero ter o prazer de sentir que dei o melhor de mim naquilo que faço, seja pela minha família, pela empresa, pela minha cidade, ou pelo futuro de todos nós, e isso me basta, me faz bem a alma. Bobagem, ninguém vai se lembrar de que você existiu e muito menos que você foi o autor de qualquer trabalho, de tese defendida, ou conquista para a coletividade, que por ventura tenha conseguido.
Mas meu amigo, voltou a retrucar o outro, eu não estou atrás de reconhecimento, e muito menos atrás de aplausos, só quero ter a alegria de ter feito o melhor que pude, e isso me basta. Mas, por acaso, isso enche a barriga? Continuou o interlocutor.
A conversa prosseguiu enquanto tomávamos nossa refeição. Retornando para casa, e com a conversa ainda viva em meu pensamento, fiquei a meditar: Como os homens têm metas de vida e propósitos tão diferentes. A satisfação de fazer pelo prazer é que move os grandes empreendedores e não a espera de qualquer reconhecimento.
Se perguntarem a alguém no dia de hoje quem foi Benjamim Franklin, creio que poderíamos contar nos dedos da mão, os que diriam que foi o descobridor da eletricidade. Se perguntarmos qual a lei de “Newton”, talvez mais uns poucos dedos se levantariam para dizer que é lei da inércia, e lei da gravidade. E o inventor da lâmpada elétrica, quantos diriam que foi obra de Thomas Edison. E a invenção do telefone, quantos responderiam que devemos a Graham Bell, desenvolvendo um protótipo do inventor italiano Antonio Meucci.
Continuei a meditar: Não, não precisamos ir tão longe, em Barretos mesmo, quantos responderiam a seguinte pergunta: quem foram os pioneiros, que com muito sacrifício, fundaram a nossa Santa Casa? Por isso, meus amigos, é que concordo com o comensal de Londres, quando diz que se tem de fazer pelo prazer de fazer e não em busca de posições, reconhecimento, aplausos ou movido apenas pelo apelo comercial. Pense nisso meu amigo e vamos colocar o melhor de nós naquilo que fazemos.
BOM DIA BARRETOS.

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