domingo, 29 de outubro de 2017

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VISÕES DIFERENTES

Bom Dia Barretos.

Cada pessoa, tem uma maneira de ver e viver a vida, assim como cada administrador tem sua própria visão de como administrar. Uns administram pensando nas gerações futuras, outros pensando em desfrutar das eventuais benesses advindas dos cargos que ocupam. Uns têm por objetivo melhorar a vida de seus semelhantes, enquanto outros pensam apenas em melhorarem suas próprias vidas. Uns encaram o desempenho da função pública como missão, enquanto outros como trampolim para alavancar uma carreira ou engordar seu patrimônio. Uns miram o futuro, outros seus próprios umbigos.

Por três vezes fui prefeito da cidade de Barretos e sempre me cerquei também de idealistas comprometidos em melhorar as condições de vida de nosso povo. Dentro dessa linha, por três mandatos realizamos administrações que prepararam Barretos para as futuras gerações. Comprei brigas homéricas com loteadores, porque barrei loteamentos ganha niqueis, que só interessavam aos loteadores e aos que deles recebiam propinas para viabilizá-los. Barretos, com milhares de lotes urbanos vazios e tomados pelo mato, não precisava, como não precisa, de novos loteamentos. Os lotes existentes e ainda não ocupados já dispunham de água, esgoto, asfalto, iluminação pública, creches e unidades de saúde e transporte público, além de próximos do trabalho.

Pois bem. A Barretos de hoje vive a mais desenfreada proliferação de loteamentos de sua história. Muito apreensivo, acompanhava tal proliferação sem me manifestar, uma vez que nada poderia fazer para mudar tal situação.

Mas agora, o quadro se tornou alarmante, porque nem nossas várzeas estão sendo preservadas de loteamentos. Diante da fala, de que o Pitangueiras está com pouca água, resolvi conferir in loco. Para meu espanto, constatei loteamentos nas duas margens do Pitangueiras. Parece que o interesse econômico, ou melhor, a gana pelo vil metal, ultrapassou as raias do bom senso, e turvou a percepção da conduta da boa governabilidade.

Caso contrário, o poder público nunca poderia tê-los permitido. Ignoraram o grande prejuízo, que com certeza, causará ao abastecimento de água da nossa população. Com a necessidade de preencher milhares de metros de canos nas interligações de tais loteamentos, também já começamos a sentir rondar a falta do precioso líquido. Não satisfeitos, agora comprometem também o leito do Pitangueiras, com tais loteamentos em suas margens, o que pode ser constatado pelas imagens que acompanham nosso artigo, e publicadas no jornal de Barretos. Segundo a Organização das Nações Unidas, cada pessoa necessita de 3,3 metros cúbicos de água mês, ou seja, cerca de 110 litros dia. Em Barretos, a média de consumo por habitante é de 207,5 litros/dia. Considerando uma população de 120 mil habitantes o consumo diário de água em Barretos seria de 24.900.000 litros/dia. Segundo o SAAE Barretos produz 35.210.000 litros/dia e segundo o Ministério das Cidades 33.758.333 litros. Considerando a produção reconhecida pela prefeitura de 35.210.000 litros, retirando os 24.900.000 do consumo, ainda sobrariam 10.310.000 litros de água por dia.

Então por que está faltando água, diria você. Porque temos um percentual de perda de água no valor de 29,51%, ou seja, 10.390.000 mil litros por dia. Se juntarmos a perda que constatamos todos os dias andando pelas nossas ruas, com o volume agora perdido nas ligações dos novos bairros, está explicada a falta de água, que agora querem agravar com a ocupação das várzeas do Pitangueiras com novos loteamentos.

Fica aqui o alerta! Pensem bem senhores administradores, a história não perdoa quem prevarica.

BOM DIA BARRETOS.

 

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