sexta-feira, 17 de agosto de 2018

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Viajando em Paris

Para não perder completamente o hábito de escrever para o jornal de Barretos, decidi compartilhar um breve resumo da minha última viagem. Quando falamos sobre viagem, pensamos em pessoas magras, loiras e sorridentes, com mar azul caribenho ao fundo, e crianças correndo para lá e para cá, exalando a suprassumo e intangível felicidade em seus olhares. Estive pensando esses dias, nunca me deparei com propaganda de turismo com fotos em dias de chuva, viajante sendo atendido em um pronto-socorro em plena lua-de-mel, ou alguém gastando horas no telefone a fim de recuperar sua mala extraviada no aeroporto da conexão. Mas essas coisas acontecem, não é mesmo? Nós, reles humanos, somos muito engraçados. Do mesmo modo que corremos atrás de tantos aparelhos e parafernálias eletrônicas buscando felicidade, também buscamos felicidade e satisfação em nossas praias paradisíacas, ou no melhor roteiro da Disney, a ponto de nos esquecemos do velho jargão: viajar é bom, chegar em casa melhor ainda!
Em Paris, no começo do mês de abril, foi dessas típicas clássicas viagens, teve um pouco de tudo: sorrisos e “selfies” aos pés da torre Eiffel, e teve um pouco do que a vida real oferece, médico domiciliar à meia-noite no hotel. Se fosse listar o lado “A” do disco: aquela indescritível sensação “estou em Paris” ao desembarcar no aeroporto, um brownie inesquecível de frutas vermelhas numa bruncheria no Quarteirão Latino, caminhar pelas ruas do bairro do hotel e a cada esquina me encantar com o belíssimo Arco-do-Triunfo, uma apresentação de jazz ao vivo no metro, uma bela sauna e piscina no hotel para relaxar ao final dos dias. O lado “B” também foi relevante. Luigi, completando 14 anos durante a viagem, sofreu uma torção no pé, e curtiu o que Paris tem de mais belo com duas muletas. Pior que ele se debruçava de tal maneira sobre as muletas, que parecia que tinha sido atropelado por uma dúzia de marmotas gigantes. Na torre, ganhamos acesso pela porta de cadeirantes, ganhando cemmil minutos de fila – lado “A”. Mas não podemos subir até o topo – de volta ao lado B. Na Disney dos europeus, chuva e frio. Chuva e frio aumentaram. Filas intermináveis. Nosso brinquedo predileto foi o “castelo da fila do terror”. Cada susto ao ver o tamanho da fila, você nem queira imaginar. Por fim, não tinha onde comer, era uma guerra para conseguir mesa, nos sentimos refugiados a procura de um mísero delicioso cachorro-quente prensado de apenas 50 euros. Teria muito mais a dizer. Mas encerro por aqui. Lembre-se. Viajar é bom. Voltar para casa é sempre melhor…

Levon de Araújo Coutinho é barretense de coração, casado, pai de 2 lindos filhos

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