quinta-feira, 22 de agosto de 2019

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UM POUCO DE ÁGUA BENTA

Bom Dia Barretos. Creio que o nosso país está precisando de um pouco de água benta, um pouco de paz e tranquilidade, um pouco mais de respeito entre as pessoas e delas com as instituições, necessidades fundamentais ao convívio nos regimes democráticos.
Com o fim do pleito eleitoral, em vez de vermos abaixar a agressividade e a animosidade entre eleitores e eleitos, estamos presenciando uma elevação constante da temperatura social. Parece que querem macular o próximo governo, mesmo antes de começar.
Ainda agora, a convocação de pessoas para irem a Curitiba, participarem de uma ceia natalina nos arredores da cela de Lula, não vai representar um afago ao ex-presidente, nem vai acrescentar nada à sua defesa perante os tribunais, não terá nenhum significado de apoio moral, mas com certeza, estará acrescentando mais alguns gravetos à fornalha que alimenta a animosidade na sociedade brasileira.
O desabafo de um advogado num voo comercial, contra o ministro do Supremo que embarcava e o próprio STF, a meu ver extemporâneo, aparentando ser mais provocação e busca de holofotes do que desabafo, atingiu o direito de ir e vir consagrado na Constituição brasileira, que garante às pessoas se deslocarem sem serem constrangidas.
As seguidas críticas e comentários pejorativos, de um jornal de grande porte, a respeito de todos os atos ou medidas anunciadas pelo novo governo. As seguidas ações da Polícia Federal com prisões sequenciais, e larga cobertura jornalística, apesar de terem respaldo jurídico e moral, vão criando um clima de insegurança que nada contribui para o restabelecimento da normalidade institucional.
Os nervos estão à flor da pele e contribuem sobremaneira para o aumento da agressividade. Nem a proximidade do Natal contribuiu para arrefecer os ânimos beligerantes, daí dizer que o Brasil passa por um momento de grande turbulência, necessitando de um pouco de água benta em busca do seu reequilíbrio político emocional.
Apostar no quanto pior melhor, pode trazer consequências serias para o país e não deve interessar a ninguém. Apurar e punir desvios é fundamental, mas levantar suspeita a respeito de qualquer um, indicado ou próximo ao novo presidente, me parece próprio de uma sociedade doentia.
Hoje, pessoas sérias fogem da política e de participação em qualquer governo, pois seus nomes serão jogados na lama da infâmia, seus patrimônios contestados, sua vida pessoal e familiar desrespeitada. Não é assim que se constrói uma grande pátria. Que DEUS nos abençoe fazendo retornar o bom senso e o respeito mútuo ao nosso povo.

BOM DIA BARRETOS.

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