quarta-feira, 18 de setembro de 2019

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TORRE DE BABEL

Bom dia Barretos. Vivemos tempos difíceis. A falta de diálogo e a má vontade, de uns para com os outros, quando não, as colocações maliciosas e as versões maldosas, tingem de negro o nosso horizonte. Em nível nacional, apesar do ranger de dentes e desabafos rancorosos, a reforma da Previdência caminha, dando-nos esperanças de um amanhã melhor.
Cada grupo ou cada classe reivindica condições especiais para si, esquecendo que para ser justa, as aposentadorias têm que seguir as mesmas regras para todos os brasileiros. Isso me fez lembrar de uma fábula de Esopo, intitulada o ‘Jumento e o mulo transportando a mesma carga’.
Diz a fábula: Um jumento e um mulo caminhavam juntos. O jumento, vendo que as cargas de ambos eram iguais, indignava-se e queixava-se de que o mulo, julgando digno de uma ração dupla, não carregasse mais do que ele. Entretanto, quando eles haviam percorrido um pequeno trecho do caminho, o arrieiro, percebendo que o jumento não aguentava mais, retirou-lhe parte da carga e colocou-a sobre o mulo.
Depois de andarem mais um pouco, o arrieiro, vendo o jumento ainda mais extenuado, aliviou-o novamente de outra parte da carga; até que retirando todo o restante de cima do jumento, colocou-o em cima do mulo.
Então o mulo, fixando o olhar no jumento, disse-lhe: “e, agora, meu camarada, não te parece justo que me distingam com uma ração dupla?” e, conclui a fábula: Também nós não devemos julgar pelo começo, mas pelo resultado, o merecimento de cada um.
Cada classe de profissionais tem os seus próprios merecimentos, merece nossos reconhecimentos, mas se todos quiserem vantagens para si, em prejuízo do todo, quem vai perder é a nação, e a nação perdendo, todos nós seremos perdedores.
A hora é de pensarmos no todo se quisermos ter um país justo para com seus filhos, amparando-os em suas necessidades. Já em nível local, o quadro não se apresenta menos conturbado.
Estamos já no segundo semestre do ano, sem que o imbróglio dos holerites e das licitações caminhe para um final. O Tribunal de Contas informa que Barretos lidera o ranking regional de cidades com obras atrasadas ou paralisadas, num total de 16 obras com um valor de R$ 53.561.887,65, entre elas, a tal avenida do fundo de vale, que depois de estar em construção por três administrações, agora dizem que não será mais avenida, mas sim, uma simples e corriqueira canalização de córrego. Nova CPI foi instalada, agora, para analisar a situação financeira do Instituto de Previdência, que também teve desfalque em sua gestão.
O Advogado Noel Santos protocolou representação no Ministério Público, pedindo anulação dos atos da comissão se sindicância, no caso dos holerites. A prefeitura firma mais um contrato emergencial, e agora é para gerir a UPA. Os casos de dengue persistem e os criadouros se multiplicam. Os loteamentos continuam se multiplicando em nossa cidade, complicando cada vez mais o atendimento à saúde, segurança pública, saneamento básico e o transporte.
A falta de água já ultrapassou o limite do suportável. Cinquenta por cento dos eleitores de Barretos ainda não fizeram biometria. O grande patrimônio do Jockey Clube evaporou-se para pagar supostas dívidas, o da União, segue o mesmo trajeto.
Meu DEUS, o que está acontecendo com Barretos! Basta, vamos sacudir nossa cidade e retomar a rota de progresso que está no nosso DNA.

BOM DIA BARRETOS.

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