sábado, 20 de outubro de 2018

Artigos

Religiosa relata experiência em Aldeia dos Índios Xavantes no Mato Grosso

A irmã Maria Bernadete Meneghello, da congregação das irmãs Franciscanas da Penitência, que vivem em Barretos e atuam no Educandário Sagrados Corações, viveu uma experiência incrível entre os de 24 a 29 de setembro, na Prelazia São Félix do Araguaia, que fica no norte do Mato Grosso, com divisa com o Pará e o Tocantins, em especial na Aldeia dos Índios Xavantes.
A religiosa contou que a prelazia é muito pobre. Lá atuam 23 padres, nenhum natural da região, com a ajuda de poucas congregações religiosas. Um dos padres é natural de Barretos, o padre André Pereira.
Na Aldeia dos Xavantes, três religiosas desenvolvem um trabalho pastoral sendo ponte entre os indígenas e o homem branco. Na aldeia há uma igreja construída e lá são rezadas missas para aqueles que se converteram ao catolicismo.
As irmãs Fátima, Daniela e Lucilene moram em Planalto do Araguaia, cerca de 30 km da aldeia mais próxima, há 8 meses atendendo aos indígenas e pessoal dos assentamentos e fazendeiros que também vivem na região. As três vivem numa Comunidade Inter Congregacional, ou seja, são de congregações diferentes que formam uma comunidade com o objetivo de viverem aquilo que foi pedido pelo Papa Francisco a todos os católicos: Ser uma Igreja em saída. A irmã Fátima é Congregação Franciscanas Filhas da Divina Providência, a irmã Lucilene é das Irmãs do Sagrado Coração de Maria, e a irmã Daniela é das Irmãs Franciscanas da Penitência, a mesma da irmã Bernadete.
Irmã Bernadete relatou que conheceu cinco aldeias, sendo uma principal que é maior que as outras quatro que ficam em volta. “No total, são aproximadamente 1.200 indígenas que vivem na tribo Xavantes (há pouco mais de 8 anos depois que tiveram o direito de voltar para as terras). (…) É uma região muito devastada, quase não há árvores, já que foram derrubadas para a criação de gado ou plantação de soja (quando as terras foram vendidas pelo governo entre 196 e 1970). É uma região de cerrado e muitos anos serão necessários para reflorestar essa região. (…) A vida desses indígenas é muito precária”, contou.
“A presença das irmãs é importante para dar apoio a esses indígenas e tentarem entender a cultura deles para levar um pouco de esperança. Elas ensinam medicina alternativa, crochê e produção de sabão, bem como auxiliam no trabalho da Pastoral da Criança, já que muitas crianças estão desnutridas”, falou.

Compartilhe: