sábado, 20 de outubro de 2018

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PARECE QUE O GIGANTE ESTÁ ACORDANDO

Bom dia Barretos.
Parece que o gigante está acordando de um longo e terrível pesadelo. Estando em São Paulo e por vários motivos, tendo tomado cinco taxis diferentes, ouvi dos taxistas suas opiniões pessoais, bem como o que ouviram de seus passageiros. Todos diziam que pelas circunstâncias pelas quais passa o Brasil, tendo em vista a desordem administrativa, o desvio de dinheiro público, a falta de segurança, a decadência moral e cívica que vai se espraiando desordenadamente, a única esperança que sobrou ao povo é eleger para Presidente da República, Bolsonaro. Repudiam a volta do PT e dizem que seu candidato foi apenas um prefeito medíocre, e que como presidente, seria um fantoche na mão do estafe petista. Concluíam: estamos com Bolsonaro e vamos ganhar no primeiro turno. Ao longo de minhas caminhadas políticas, sempre ouvi e constatei que, na reta de chegada, para onde cair a opinião pública define-se uma eleição.
Pelo que vi e ouvi nesses dois dias na capital, parece que o povo brasileiro se definiu pela candidatura que sinalizou com mudanças de rumo nos métodos governamentais. Apesar da posição quase unânime da mídia e da movimentação massificadora de sindicatos e movimentos ditos de esquerda, apesar da utilização de artistas e de uma avassaladora tentativa de desconstruir a imagem do candidato, nada foi capaz de abalar sua liderança, cada vez mais consolidada.
Ouvi, com frequência, que se pode questionar seus métodos e suas atitudes, mas não a certeza de que com ele o Brasil mudará. Ouvi, para surpresa minha, que o paulistano está convicto, de que com uma vitória do PT, o indulto ao Lula será inevitável e, com ele, os métodos administrativos que levaram a Petrobras ao colapso, e os fundos de pensão das empresas públicas à falência. Não dá mais para ver os alunos batendo em professores, rasgando desavergonhadamente as provas, quando não as queimando em plena sala de aulas.
Não dá mais pra ver bandidos comandando seus bandos e suas quadrilhas da cadeia, nem cargos públicos se transformarem em balcões de negócios. Acreditei que o povo estivesse decepcionado e tomado pelo desânimo, que teríamos uma eleição apática, com recorde de abstenção , além de uma enxurrada de votos brancos e nulos. Confesso que me surpreendi, ao ver na capital, o envolvimento popular em torno não de um candidato, mas de uma ideia, a ideia de reconstrução da pátria, da moralização de costumes, da ordem e do respeito.
Pensei que nunca mais veria a população brasileira se envolver tão intensamente num pleito eleitoral a ponto de anular tempo de propaganda na tv, a força dos órgãos de comunicação e uma série de pesquisas nitidamente tendenciosas. Parece que o gigante esta acordando.

BOM DIA BARRETOS.

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