quinta-feira, 20 de junho de 2019

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PARÁBOLAS

Bom Dia Barretos. Toda parábola trás um conhecimento ou leva as pessoas a pensar. Por isso, ao ler, no jornal “O Estado de São Paulo” de ontem, a reprodução de um texto do “The Economist Newspaper Limited” sobre Bibi, Benjamin Netanyahu, primeiro ministro de Israel, e a parábola do populismo moderno, me vi compelido a aqui comentar.
Diz o texto: – Ele defende da boca para fora a paz com os palestinos, mas não adota nenhuma medida nesse sentido. Pouco adiante, afirma, o reinado de Bibi é uma parábola da política moderna. Quando seu poder é ameaçado, ele ataca com mais força a imprensa livre, o judiciário e as forças paralelas. Bibi enfrenta agora sua maior ameaça, as acusações de corrupção. Numa época diferente, ele teria que renunciar e estaria se defendendo como um cidadão comum. Mas pretende se manter no cargo, espera que os eleitores o salvem da polícia, dos promotores e dos juízes.
Fiquei então a pensar, como tal parábola se encaixa como uma luva no quadro político do Brasil. Um Congresso que foi eleito, dentro de uma nova visão de composição de forças e de moralização da política brasileira, na primeira oportunidade põe as manguinhas de fora, vota aumento de despesas criando embaraços para o Executivo, e depois ameaça votar orçamento impositivo, o que impediria o governo de administrar conforme as necessidades do país, pois, presidente, governadores e prefeitos não poderão bloquear gastos, caso as despesas cresçam acima do previsto.
Exemplo claro do que foi denominado parábola do populismo moderno, onde o que se faz não tem nada a ver com o que se fala, e o que se fala, tem muito a menos a ver, com o que se faz. Claramente, os deputados dizem que querem cargos e vantagens.
Assim em Brasília, já aqui em Barretos, a CPI dos holerites fala muito, mas até agora quase não ouviu ninguém. Passou mais uma semana sem oitiva, dizem que farão sessão na semana que vem, depois vem a Semana Santa e os noventa dias da mesma estará quase se esvaindo.
Será que querem mesmo apurar alguma coisa ou pretendem apenas preparar uma grande pizza, se constituindo num exemplo gritante de fábula do populismo moderno.
Em 2.018, apesar da arrecadação ter superado o previsto no Orçamento, e da ausência de obras significativas na cidade, a dívida da prefeitura aumentou em quarenta milhões e trezentos e dez mil reais. Mas, o que mais surpreendente, é que em 5 de fevereiro, o prefeito inseriu no sistema que a dívida do município era de R$ 194,11 milhões, para em 27 de março, corrigir para R$ 231,31 milhões.
Coisas de parábola do populismo moderno. Se, o mesmo se confundiu até com o valor da dívida, como acreditar que o prefeito não tinha conhecimento do imbróglio dos holerites premiados?
A política brasileira, e em especial a barretense, é uma verdadeira parábola do populismo moderno, onde fala-se o que o povo quer ouvir, em busca dos votos, para depois esquecer tudo que se falou e pensar apenas nos seus interesses pessoais e busca de vantagens. Só mesmo com muita fé e esperança em dias melhores, poderemos encontrar forças para continuar nossa caminhada.
BOM DIA BARRETOS

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