segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

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Pacientes do HA passam a ter acesso à nova medicação

A parceria entre Hospital de Amor e a farmacêutica MSD, anunciada nesta semana, possibilitará aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com câncer de pulmão e melanoma em estágios avançados acesso ao tratamento com uma nova terapia anti-PD-1 chamada de pembrolizumabe (Keytruda). Essa é a primeira vez que uma imunoterapiaanti PD-1 é disponibilizada no sistema público. “A possibilidade do Hospital de Amor de Barretos fornecer a imunoterapia para os pacientes do SUS com câncer metastático (inicialmente melanoma e câncer de pulmão) é um marco histórico para a oncologia brasileira. É trágico saber que somente pacientes que possuem convênios ou acesso aos atendimentos privados, conseguem realizar esse tratamento. E agora, pela primeira vez, os pacientes do SUS do Hospital de Amor terão acesso à uma medicação inovadora. É uma luz de esperança para que em pouco tempo mais pacientes possam ter acesso a esta medicação e todas as outras que hoje não estão disponíveis para os pacientes do SUS”, declara Dr. Sérgio Serrano, Oncologista Clínico do Hospital de Amor.
Câncer de pulmão
Em junho, o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a aprovar, baseado em um estudo de fase 3, o uso combinado de pembrolizumabe e quimioterapia para tratamento de pacientes com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) em estágio avançado ou metastático.
De acordo com o estudo KEYNOTE-189, publicado no New England Journal of Medicine, o uso de pembrolizumabe associado à quimioterapia (pemetrexede e cisplatina ou carboplatina), quando utilizado em primeira linha de tratamento, reduz em 51% o risco de morte.
O câncer de pulmão é considerado o mais comum e letal entre todos os tumores malignos. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para este ano é de 30 mil novos casos diagnosticados no Brasil[ii], sendo o de não pequenas células o mais comum – correspondente a 85% de todos os casos. Segundo as estimativas globais, apenas 1% dos pacientes com câncer de pulmão avançado estão vivos cinco anos após o diagnóstico.

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