sábado, 20 de outubro de 2018

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OUTONO

Bom Dia Barretos. Chegamos ao outono, a estação conhecida como a estação da colheita. No outono, o calor se amaina, o firmamento torna-se mais azul e começa a soprar uma refrescante brisa. Com tais prenúncios, sabemos que é chegada a estação da colheita. Os grãos começam a ser depositados nos silos, o produtor começa a recolher o fruto de seu trabalho, e a mesa torna-se mais farta e mais saborosa com a variedade de grãos, legumes, verduras e frutas sortindo as bancas de mercadinhos a supermercados.
Na vida, as estações do ano se repetem. Colhemos aquilo que plantamos, amor, ódio, desavenças ou incompreensões. Pois é isso que estamos vendo acontecer no presente momento no Brasil. Em vez de argumentos, agressões. Em vez de entendimento, radicalizações. Não se respeita mais pessoas nem instituições.
Lembro-me dos tempos em que reuníamos multidões para ouvir nos comícios as opiniões e propostas dos candidatos. Era cara a cara, se assumia compromissos e ouvia cobranças em “tete a tete” memoráveis. Conhecíamos as pessoas com quem falávamos e sabia-se o que cada um pensava e éramos responsáveis pelo que falávamos, bem como pelas opiniões que emitíamos. Hoje, parece que alguns, escondidos atrás de uma tela e do anonimato, sentem-se confortáveis para ofender pessoas e instituições ao sabor de interesses pessoais, sem a coragem cívica de assumir a responsabilidade de seus atos. Interessa apenas as opiniões pessoais, a do próximo não vale nada. Princípios, ora princípios, o que importa é a vantagem que tal ou qual posicionamento renderá em seu favor. Estamos plantando o confronto e estimulando a guerrilha urbana, quando buscamos desmoralizar os poderes constituídos. Sabemos como tudo começa, mas com certeza não sabemos nem saberemos o final, antes de que tudo esteja consumado.
Temo que já tenhamos passado do ponto de retorno. As vozes do apaziguamento estão caladas e os agitadores se arvoram em condutores de massas. Diálogo, compreende ideias e posturas divergentes, uma vez que ninguém é dono da verdade. Podemos e devemos muitas vezes divergir de argumentos e decisões, só não temos o direito de incitar a violência, pregar a rebeldia e buscar desmoralizar as decisões jurídicas sacramentadas pela maioria.
Sem ordem não teremos segurança e então estaremos caminhando em direção a anarquia que não interessa a ninguém. Quem erra tem que pagar pelo seu erro, condenado pela sua consciência ou pela justiça. O que não pode , nem se deve é ficar tripudiando sobre o condenado, como ocorria na Roma antiga. Creio que é chegada a hora de parar, pensar, refrescar a cabeça e deixar a vida seguir sem maiores sobressaltos, pedindo que as bênçãos do céu possam a nos ajudar a controlar o desejo de sangue e violência que está a pairar nos ares da pátria.
BOM DIA BARRETOS.

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