quarta-feira, 18 de setembro de 2019

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O poder do humilde

O Livro do Eclesiástico (3,19-31), dá-nos uns conselhos que, se os seguíssemos, viveríamos em paz; formaríamos uma família mais unida e mais feliz. Além do mais, colaboraríamos para a construção de um mundo mais justo e fraterno.
Deus nos fala assim porque esta a missão nos foi confiada aqui na terra para que o mundo seja um lugar de paz e de felicidade para todos e assim alcancemos a felicidade eterna. Diz o trecho do Eclesiástico: “Filho, realiza teus trabalhos com mansidão e serás amado mais do que um homem generoso. Na medida em que fores grande, deverás praticar a humildade e assim encontrarás graça diante do Senhor. Muitos são altaneiros e ilustres, mas é aos humildes que Ele revela seus mistérios. Pois grande é o poder do Senhor, mas Ele é glorificado pelos humildes. Para o mal do orgulhoso não existe remédio, pois uma planta de pecado está enraizada nele e ele não compreende. O homem inteligente reflete sobre as palavras dos sábios, e, com o ouvido atento, deseja a sabedoria”.
A Carta aos Hebreus (12,18-24) afirma:” Irmãos, vós não vos aproximastes de uma realidade palpável: fogo ardente e escuridão, trevas e tempestade, som da trombeta e voz poderosa, que os ouvintes suplicaram não continuasse. Mas vós aproximastes do Monte Sião e da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste, da reunião festiva de milhões de anjos; da assembleia dos primogênitos cujos nomes estão escritos no céus; de Deus, o juiz de todos; dos espíritos dos justos que chegaram à perfeição; de Jesus mediador da nova aliança”. A Palavra de Deus lembra-nos que, ainda que sejamos seres humanos sentindo necessidade das coisas materiais, fazemos parte da família de Deus e que só Ele pode dar-nos a paz e a felicidade que procuramos e, com Ele, construir o mundo que queremos para nós e que gostaríamos deixar aos nossos filhos. Porém, este é um privilégio que Deus concede aos humildes.
Jesus, no Evangelho de São Lucas (14,1-14), alerta-nos sobre as consequências dos que, julgando-se superiores aos outros, pode acontecer junto aos homens e acontece sempre no nosso relacionamento com Deus: “Ele enche de bens aos humildes, e despede os orgulhosos de mãos vazias” conforme o cântico de Maria.

Monsenhor Antonio Santcliments Torras
Pároco emérito da Paróquia São João Batista de Olímpia

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