domingo, 21 de Maio de 2017

Artigos

O empreendedorismo na visão de filósofos, vai além de um conjunto de ciências: é uma atividade desenvolvida

A FILOSOFIA A filosofia veio surgindo desde quando os primeiros homens pensavam sobre suas atitudes, desenvolvendo seu consciente sobre os mitos de seus deuses, representando hoje para o homem uma evolução de seus passados. A filosofia propõe enxergar a vida através da filosofia para compreender o mundo. Antigamente para a compreensão foi utilizado várias formas de ciências . A ética uma ferramenta da filosofia, foi desenvolvida para organizar as invenções humanas, a partir do momento onde a sociedade passou a riscos como a guerra , bombas e poluição, aumentou a importância e utilização da ética . Em consequência das explosões tecnológicas, a sociedade passou a enxergar de modo diferente, desenvolvendo cada vez mais suas invenções, transformando em uma situação descontrolada . Devido a evolução global, a filosofia mudou seus objetivos de como interagir o homem ao mundo, voltando a questões sobre o individualismo, aprimorando suas essências , propondo o indivíduo a pensar sobre si. A filosofia procura compreender o passado e o presente a fim de melhorar o futuro, neste instante surge a ciência, mas quando a ciência não consegue entender, a filosofia é aplicada, tornando a ciência sucessora da filosofia. Já os homens primitivos estavam desprovidos de adquirirem seus direito, havendo o desejo de leis nas relações interpessoais. Os homens careciam pela liberdade junto aos direitos. Mas os homens primatas depois de conseguirem seus direitos através das leis, perderam sua liberdade , precisando ainda mais de normas avançadas. Assim o indivíduo evoluiu, mas impossibilitado de expressar suas vontades. Em busca das modificações, encontra-se a filosofia . A filosofia é uma ciência global que influencia outras culturas, alterando as normas da sociedade, dos povos. Para um pensador britânico: Bertrand Russell, ‘’A filosofia faz com que as pessoas, intelectualmente, sejam um pouco mais humildes, se compenetrem de que muito do que era tomado por verdadeiro se verificou ser falso, e que não há atalhos para a sabedoria. E ainda que, a compreensão do universo, que para mim deveria ser objetivo básico de todo o filósofo, é uma tarefa longa e difícil e sobre a qual não devemos ser dogmáticos.’’ O conhecimento para os filósofos não devem tornar as pessoas soberbas, pois sempre à necessidade de um aprofundamento maior em seus estudos. Para a vida as instruções filosóficas é de grande importância, as transformações estão cada vez mais, chegando num ponto onde muitos fatos tornam-se obscuros e confusos. Havendo a precisão de orientações pra encontrar soluções. O USO DA FILOSOFIA NA ADMINISTRAÇÃO  Pouco tempo atrás, para conseguir um emprego o pouco de conhecimento aplicado já era necessário, atualmente este nível de conhecimento não é mais valorizado. As empresas buscam pessoas com grandes conhecimentos para merecer cargos específicos, que para alguns filósofos, este tipo de seleção não é totalmente correto a fazer. As pessoas exercem atitudes que são influenciados pela sua mente, devido terem uma norma já enraizada, mas quando são mostrados pontos de vista diferentes ocorre uma inquietação para uma mudança, mas partindo do próprio indivíduo, desenvolvido então uma das ideias filosóficas. Algumas atividades da administração como prever, organizar, comandar, coordenar e controlar, são desenvolvidos com os mesmos pensamentos e atitudes de muito tempo atrás, segundo Fayol. Mas a filosofia pode ajudar a ter uma melhor visão das atividades, possibilitando desenvolver a flexibilidade nas organizações. Para os filósofos a ideia de prever demonstra que sem planejamento uma associação não tem futuro, mas a questão de ‘adivinhar’ situações que podem acontecer, não é uma situação fácil, chegando a ser ilusório. Podendo as previsões feitas não serem concluídas , contudo é fundamental a organização não deixar de ser flexível. A ideia de organizar, também não é simples, pois trabalhar para melhorar a desorganização, requer esforços e para os filósofos a desordem(caos) e a ordem andam lado a lado e juntas criaram o que pode ser visto por todos. Mas o ser humano ainda não entende, enxergando que a desordem é o grande problema, entristecido por não organizar o que tem sua origem desorganizada. A DOUTRINA EM EMPREENDER  O empreendedorismo a visão de filósofos vai além de conjunto de ciências é uma atividade desenvolvida, criada da própria natureza humana, mas não é uma tarefa fácil descobrir o porque de seu surgimento, e sim é mais fácil descobrir sua sequela. Mas tal desconhecimento pode ser por não haver um aprofundamento de suas possíveis ramificações junto a um eficaz estudo a partir de seus efeitos. Para Mill(1948) empreender não é totalmente difícil, mas a palavra empreendedorismo em francês entrepreneur, apresenta muitos sentidos, não só para Mill mas diversos autores conceituam de formas diferentes a palavra entrepreneur Por exemplo para Say(1830) e Cantillon(1755), o termo significa iniciar, por em prática, já em 1396 tem o significado de intrometer-se sobre.  Em 1450 a palavra em itálico foi destinada para fins de liderança, atrevimento, passado o tempo, foram percebendo que a etimologia da palavra foi dando mais sentido para questões que envolviam ganhos ou perdas. Para Kilby o que dificulta compreendermos a palavra, são partes que constituem o empreendedorismo impedindo de ter uma visão global, ou seja do todo para chegar a uma conclusão  Para um melhor entendimento, ele relaciona uma situação hipotética de um caçador de elefante com a busca pelo entendimento sobre o empreendedorismo e seu conceito. A procura pela fonte do desempenho empreendedor dinâmico tem muito em comum com a caça de um Elefante. O Elefante é um animal grande e muito importante. Ele foi caçado por muitos indivíduos usando vários dispositivos e engenhosas armadilhas, mas ninguém até agora conseguiu capturá-lo. Todos os que afirmam tê-lo avistado relatam que ele é enorme, mas há discordância em relação às suas particularidade. Os caçadores não exploram seu habitat atual com cuidado suficiente, usando como isca seus próprios pratos favoritos e depois tentam convencer as pessoas de que o que pegaram foi um elefante. no entanto poucos estão convencidos, e a busca continua(Kilby, 1971, p.1).  Husserl(2006) afirma que a visão do homem é pequena a questões de detalhes, olhando o mundo de modo geral e não em enxergar com o olhar curioso as particularidades, impossibilitando assim de também de entender o sentido ou conceito real do empreendedorismo. O desconhecimento real de empreendedorismo faz com que a maioria tenham um pensamento, que qualquer pessoa que tem mais de uma profissão ou cargo para adquirir mais riquezas para melhorar suas condições seja um empreendedor, isso não é verdade. Mas logo o empreendedorismo foi acumulando significados que chegam a um só foco, que seria o ato de inovar, com possibilidades de terem consequências positivas ou negativas  Por mais que o capitalismo faça idealizar o fato de ter como objetivo, acumular, lucros, empreendedorismo não visa só riquezas . Mas pode-se observar que o próprio filósofo Talles de Mileto, foi o primeiro empreendedor que sabiamente usou sua profissão de empreendedor não só para adquirir riquezas, mas sim também valores. Com isso para os filósofos, empreendedorismo é essa atitude de transformar um ato que gere para si não só questões econômicas, mas sim que possa desempenhar um certo desenvolvimento de seus conhecimentos e capacidades.  Say(1803) foi o primeiro a começar desenvolver um conceito para o empreendedorismo.  Mas foi Mill(1848) que identificou características do empreendedor como líder que equilibrar ações para chegar a um objetivo, mas ainda não sabendo distinguir entre essas características, o lado econômico do não financeiro.  Com o passar dos tempos empreendedorismo para alguns autores implica no ato de tomar decisões inovadoras. 
 
 
André Luiz Bastos: Licenciado em Educação Física UNESP Bauru, Licenciado em Filosofia pela Universidade Nacional de Cuyo – Faculdade de Filosofia e Letras Mendoza – Argentina,  Mestre em Educação pela UNFRAN – Franca SP, Doutor em Ciências da Educação pela UNCUYO – Universidade Nacional de Cuyo – Faculdade de Filosofia e Letras Mendoza –  Argentina e Pós-Doutorado pela UNRTEF – Universidade Tres Febrero Buenes Aires– Argentina. Coordenador do NAD – Núcleo de Apoio ao Docente e Professor nos cursos da Faculdade Barretos. Prof.andrebastos@hotmail.com.
 
 

Compartilhe: