quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Artigos

NO APAGAR DAS LUZES

Bom Dia Barretos. Dezembro chegou, e com ele o espírito natalino, a nos fazer mais fraternos e amorosos, nem que seja só por uns poucos dias. Hoje, não quero falar nada de nossa cidade, pois contrariaria o espírito natalino, muito menos de nosso país ou de política, pois não tenho nada de bom a falar sobre tais assuntos.
Prefiro falar de papai Noel e seus presentes, tão esperados pelas nossas crianças. Sonhar com seu trenó e seu saco repleto de presentes a serem distribuídos aleatoriamente para ricos e pobres.
Dos sapatinhos à janela prontos para os receberem e das cartinhas com seus desejos entregues aos Correios, na esperança de que o papai Noel os atenda. Das luzinhas dos pisca-piscas, enfeitando árvores, prédios públicos, vitrine de lojas a nos dizer: o Natal chegou. Da pureza de alma com que aportamos ao planeta Terra, lamentando apenas que ao crescermos, a ganância e o apego doentio às coisas materiais, consigam turvar nossa consciência, levando-nos gradativamente a atitudes egoísticas e mercenárias.
Mas, por mais que o espírito natalino comece a nos envolver, e pelo desejo sincero de abordar só coisas boas, fica difícil digerir a atitude de nossos parlamentares, num clima de fim de festa, ao apagar das luzes do ano legislativo e da legislatura, votarem tantos penduricalhos a beneficiar uns poucos, mas com o poder de comprometer as finanças do governo que se inicia em primeiro de janeiro.
Não, não é o governo que se inicia que foi golpeado, mas sim a nossa sociedade, que sofrerá as consequências de medidas amargas que precisarão ser tomadas para repor a ordem na casa. Por outro lado, enquanto a população atordoada acompanhava pela televisão um governador em exercício ser conduzido preso, deparava com um presidiário, que havia cometido os mesmos crimes, deixando o cárcere para desfrutar do cumprimento da pena em liberdade, enquanto o Supremo validava o indulto natalino do ano passado, que poderá levar outra gama de políticos desonestos para casa, agora indultados sem tornozeleiras eletrônicas, fazendo com que espíritos menos avisados imaginem que o crime compensa.
Quando se constata que o Supremo negociou com o Senhor Presidente da República, não vetar o aumento do Judiciário, o que vai, segundo cálculos matemáticos, gerar uma despesa extra de quatro bilhões de reais, já no começo do próximo governo, se comprometendo como contrapartida, acabar com o auxílio moradia, e ver agora a Procuradora-geral da República, recorrer ao mesmo Supremo, para mantê-lo não há espírito natalino que resista.
Por isso, me perdoem se não pude manter-me fiel ao tema natalino, mas compensarei, pedindo ao menino Jesus, que por ser DEUS e como DEUS, fonte eterna de paz, amor, perdão e caridade, que olhe por nós e pelo nosso país, não deixando que o mal supere o bem, e fazendo-nos continuar crendo e lutando por dias melhores.

BOM DIA BARRETOS.

Compartilhe: