sexta-feira, 17 de agosto de 2018

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LINGUAS CANSADAS

Bom Dia Barretos. Enquanto retornava ao lar, após mais um dia de intensa labuta, liguei o rádio do carro que trazia aos nossos ouvidos uma canção interpretada pela saudosa Elis Regina e que dizia: “Quero o silêncio das línguas cansadas”. Bem parece que é o que se quer pelas forças dominantes em nosso país. Creio, que também até o nosso povo está ficando cansado de tanto reivindicar, solicitar e mesmo gritar sem ser ouvido. Querem o silêncio de nossas línguas cansadas, cansadas de tanto apelar pelas mudanças que o nosso país tanto necessita e que nunca vêm.
Enquanto querem o nosso silêncio, para que tudo fique como está, nós queremos o fim da era da corrupção, queremos as devidas punições aos culpados, mas queremos também que tudo seja feito dentro dos trâmites legais. Quando vemos sindicatos desobedecerem as leis votadas pelo Congresso Nacional, devidamente inseridas em nossa constituição, como o fim do imposto sindical, e a justiça dando ganho de causa a algumas manobras de tais sindicatos, a fim de continuarem a rechear seus bolsos, passando por cima dos preceitos constitucionais, sinceramente, não sei se devemos, mais uma vez, clamar pela aplicação de nossa constituição ou apenas deixar prevalecer o silêncio de nossas línguas, uma vez que o ouvido mocho de quem deveria defender o povo, está surdo para as reivindicações.
Nossas línguas estão cansadas de reivindicarem isonomia nas decisões dos três poderes, de respeito à Constituição brasileira, da garantia dos direitos individuais, e principalmente do respeito que merecemos das autoridades, que direta ou indiretamente escolhemos para nos dirigir, e quando preciso nos defender.
Baseado nisso, entendemos todo o pouco caso com a nossa educação e com a nossa saúde. Quando a educação falha, o povo pode ser conduzido mansamente, de acordo com a vontade dos governantes, enquanto que, a um povo sem saúde, falta-lhes energia para contrapor-se aos desmandos praticados. Esse é o retrato de nosso país nos dias atuais. Temos que entender que o melhor no momento, para que não sejamos tomados por sentimentos menores, nem caiamos num quadro de depressão, é nos dedicarmos ao trabalho com afinco e, no tempo que nos restar, desfrutarmos da alegria da vida em família, transmitindo aos nossos filhos noções de patriotismo e honestidade de conduta, para que no futuro possamos vislumbrar uma pátria digna de seus filhos.
Pedro Vaz de Caminha, já escrevia aos monarcas portugueses que essa era uma terra em que “Se plantando tudo dá”. Plantemos então seriedade de conduta, amor à pátria e honestidade de propósito. Se assim procedermos, tenham certeza, no futuro colheremos dias melhores para as futuras gerações.

BOM DIA BARRETOS.

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