segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

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IMPRESSIONANTE

Bom Dia Barretos. Impressionante a fidelidade e o amor do cão pelo seu dono. Por mais rústico e agressivo que seja seu proprietário, ele permanece fiel, dando provas de amor incondicional. Dia desses, ao chegar ao hospital, me deparei com um cão de meio porte, desses sem grife, comumente chamados de vira lata, deitado. Por mais que o afastasse da entrada, ele sempre voltava e ficava ali, deitado e amuado num cantinho, sem latir e sem molestar ninguém, só que não arrastava o pé do local. Procurei pelo seu dono e descobri que era um paciente internado no hospital.
Então entendi seu comportamento. Já havia ouvido falar de cão que acompanhou seu dono até a última morada, e de outro, que sempre esperava seu dono retornar do trabalho na porta da estação, e então brincando com ele retornavam à casa. Um dia após um acidente, seu dono não voltou e ele não se afastou da estação, ali permanecendo, definhando até que a morte o levou.
Que pena, que entre os seres humanos, não encontramos casos assim de fidelidade absoluta, fidelidade essa, a que vulgarmente se dá o nome de fidelidade canina. Uma criança pode puxá-lo pela orelha ou pelo rabo, pode atracar-se com ele, e juntos rolarem pelo chão, mesmo assim ele é incapaz de molestá-la. Mesmo que lhe falte alimento, água, carinho, ele permanece fiel ao se dono e pronto para acompanhá-lo em todos os momentos e lugares. Cães de raça ou vira latas, de tamanho corpulento ou minúsculos, do tipo que acompanham seus donos dentro do domicílio, mesmo que seja apenas um apartamento, onde deve se submeter às ordens do síndico, ali permanecem como fiéis escudeiros.
Dizem que o cão é o melhor amigo do homem. Eu acrescentaria, também o mais fiel. Já ouvimos histórias da ligação entre o cavaleiro e o cavalo, entre domadores e golfinhos, entre domadores e seus animais, mas são ligações relacionadas ao trabalho conjunto. Com o cão, não. É a fidelidade e amor incondicional. O gato, mesmo o mais domesticado, se for contrariado, geralmente reage ferindo seu dono com suas unhas, para em seguida fugir e tempos depois voltar alisando e procurando carinho, carinho que é incapaz de dedicar ao seu dono, bem diferente do cão, que mesmo sendo espancado, é incapaz de ferir seu dono. Quando vejo amigos se desentendendo e até rompendo uma amizade de anos, por causa de uma mulher que se interpôs entre eles, ou por causa de uma sociedade comercial desfeita, ou mesmo por um aval, para uma operação de crédito não concretizada, fico a imaginar como o cão é mais amigo, mais fiel e mais companheiro do homem, que muitos amigos que cultivamos.
Claro, que toda regra tem suas exceções. Um dia lendo Reflexões de Rubens Borges Bezerra, anotei o seguinte pensamento: “Nas horas de necessidade e de angustia, são os desconhecidos que geralmente nos socorrem e nunca aqueles que protegemos no passado. A ingratidão é o que recebemos daqueles a quem favorecemos anteriormente nas suas horas de amarguras. Esta parece ser uma das leis da vida, para quem vive em sociedade como nós vivemos.” E, então pensei com os meus botões, ainda bem que temos os cães por amigos fiéis.

BOM DIA BARRETOS.

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