quinta-feira, 20 de junho de 2019

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A HISTÓRIA DA ÁGUA

Bom Dia Barretos. Estamos acompanhando as discussões a respeito da qualidade da água servida a nossa população. Creio que os dois laudos estão corretos, só que o do SAAE se refere à análise bacteriológica da água, enquanto o outro, versa sobre a análise toxicológica da água. Um diz se a água está desprovida de bactérias e o outro se a água contém substâncias químicas prejudiciais à saúde.
Pois bem, diante das explicações, podemos afirmar que os dois laudos não são conflitantes, mas que se completam e que a água servida a nossa população está desprovida de germes, mas contém substâncias que são consideradas cancerígenas.
É do conhecimento público, que os chamados defensivos agrícolas têm um alto potencial cancerígeno, e que as plantações a montante do córrego Pitangueiras, algumas usando até suas águas para irrigação, usam abundantemente de tais defensivos.
O retorno das águas ao córrego, quer pelas águas das chuvas, ou pelo excesso do volume retirado, faz carrear para o leito do córrego esse material, que acaba por trazer restrições ao seu uso.
Infelizmente, isso ocorre não só em Barretos, mas em várias partes do Brasil, o que pode explicar o aumento vertiginoso dos casos de câncer. A ambição pelo ganho, sem se preocupar com as consequências para a saúde da população, pulverizando agrotóxicos por aeronaves, e aplicando em culturas através de bombas, que o trabalhador leva presa em suas costas, acaba por aumentar o número de pacientes intoxicados e potenciais pacientes acometidos pelo mal do século.
Países evoluídos e com leis mais rígidas já aboliram tais produtos do uso em suas extensões territoriais, o que fez aumentar em muito a oferta de produtos orgânicos na mesa dos consumidores. As multinacionais continuam a despejar nos países subdesenvolvidos aquilo que não podem mais comercializarem em seus redutos.
Voltando à nossa água, creio que poderíamos resolver isso com a perfuração de mais três ou quatro poços profundos e utilizarmos melhor a água do córrego Aleixo, que nasce no município, e podemos monitorar do nascedouro à captação. Também, uma força tarefa poderia controlar o uso de agrotóxicos ao longo do córrego Pitangueiras, mas isso é querer muito de uma administração que autorizou loteamento em suas margens e a montante da captação.
A solução não é difícil, mas exige a presença, vontade e competência dos administradores. Mas não é também para se desesperar e achar que usando a água de Barretos poderá ficar doente, fica apenas um alerta para nossas autoridades constituídas tomarem as providências devidas.

BOM DIA BARRETOS.

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