domingo, 22 de outubro de 2017

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GLOBALIZAÇÃO

Estamos vivendo um momento único da vida nacional. Ninguém entende ninguém, ninguém está preocupado com o próximo e muito menos com o Brasil. Quem deveria protege-lo, buscar atender as necessidades da população, cuidar das garantias individuais e coletivas, são os primeiros a avançarem com uma gana descomunal, em busca de todos os tipos de benefícios pessoais e grupais.

Lembrei-me então de Olavo Bilac: "Criança ame com fé e orgulho a terra em que nasceste! Não verás pais nenhum como este!". Que pena que a nossa geração só poderá declamar "Não verás corrupção nenhuma como esta". Que desserviço, prestado às nossas crianças.

Sim, acompanhamos o processo contra a corrupção na Itália, denominado "Mãos limpas", como temos acompanhado casos de corrupção mundo afora, numa verdadeira globalização do banditismo governamental. Mas creio que a nossa mania de grandeza, nos levou a um estado de calamidade pública, onde facções se digladiam à luz do dia, numa verdadeira competição para saber quem levanta a taça de campeão da corrupção. Mais grave ainda, é que a mesma já extrapolou, saindo do Congresso Nacional, dos órgãos governamentais, das companhias de economia mista, para se estender a todos os poderes constituídos, ameaçando pelo exemplo oferecido, envolver cidadãos, até bem pouco tempo classificados como "Do bem".

Frente a esse descalabro moral pelo qual o país passa, como ensinar a uma criança, civismo, honestidade de conduta e o valor da verdade, por mais difícil que seja admitir o erro. O exemplo sempre deve vir de cima, e o nosso momento é de, se possível, esquecer os nomes e as atitudes de nossos dirigentes.

Parece que estamos diante de um filme de terror, onde os participantes se orgulham de ostentar duas faces, o que me lembrou de uma parábola intitulada globalização. Diz a parábola que um gato vivia correndo atrás de um rato, mas nunca conseguia agarrá-lo. Cansado das técnicas tradicionais, o gato decidiu inovar e, para isso, começou sua perseguição como de costume. O rato, como sempre fazia, corria e entrava em sua toca. O gato, disposto a apanhar o rato, e utilizando sua nova técnica, ficou escondido do lado de fora da toca e se colocou a imitar o latido de um cachorro. O rato, ouvindo os latidos, logo pensou: "Bom, se o cachorro está latindo é por que viu o gato, e o gato, naturalmente, já foi embora". Confiante em tal pensamento, o rato saiu da toca. O gato, por sua vez, não perdeu tempo e, de surpresa, o agarrou. Quando já estava quase devorando o pequeno rato, este perguntou-lhe: – Só um momento, senhor gato, gostaria de saber onde está o cachorro, pois eu o ouvi latindo. O gato, com olhar cínico, respondeu-lhe: – Neste mundo globalizado, quem não falar duas línguas não sobrevive.

Bem meus irmãos, creio que alguns de nossos dirigentes devem ter lido essa fábula e resolveram trocar as duas línguas por duas faces. Cabe agora a nós, agirmos como o gato da fábula e, nas próximas eleições, quando os ratos saírem da toca, os eliminá-los da vida pública.

 

Bom Dia Barretos.

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