terça-feira, 20 de Fevereiro de 2018

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FELIZES

Bom Dia Barretos. Felizes aqueles, que vão recolhendo na jornada da vida, os ensinamentos que ela nos traz. A vida moderna tem valorizado muito as pessoas pela aparência e não pelo seu conteúdo, pelo ser humano que representam.
Frequentemente o vestuário, dito social, leva a um atendimento mais rápido e afetivo, enquanto as pessoas mais simples, além de serem preteridas, recebem um atendimento apenas protocolar, quando não, ignoradas. Por outro lado, o egoísmo de uns, associado a ânsia de conseguir levar vantagem em tudo, de outros, vai tornando o relacionamento humano cada vez mais árido, tirando muito do brilho que a vida nos reserva.
Ontem, ao ler a fabula “A pedra da Felicidade”, pela lição de vida que ele realça, fui tomado pelo impulso de aqui relatá-la. Diz a fabula que nos tempos de fadas e bruxas, um moço achou em seu caminho uma pedra que emitia um brilho diferente. Impressionado, resolveu levá-la para casa. Pertencia a uma fada, que a perdera pelo caminho em seu passeio matinal. Era a pedra da felicidade. A fada, ao se dar conta de que a havia perdido, consultou sua fonte de adivinhação e viu o que havia ocorrido. Como a pessoa que a havia encontrado era um jovem de família pobre e sofredora, concluiu que a pedra poderia ficar em seu poder e decidiu ajudá-lo.
Apareceu ao moço em sonho e disse-lhe que a pedra tinha o poder de atender a três pedidos: um bem material, uma alegria e uma caridade. Mas que esses benefícios somente poderiam ser utilizados em favor de outras pessoas. Para atingir o intento, cabia-lhe pensar no pedido e apertar a pedra entre as mãos. O moço acordou desapontado, por saber que os poderes da pedra somente poderiam ser revertidos em proveito de outros. Queria que fosse para ele. Resolveu então guardá-la, sem interesse em usá-la.
Os anos passaram e o moço tornou-se um idoso. Já ancião certo dia, rememorando seu passado, conclui que tinha levado uma vida infeliz. Reconheceu ter sido muito egoísta. Jamais quisera o bem dos outros. Antes desejava que todos sofressem tanto quanto ele. Reviu a pedra que guardara, lembrou-se do sonho e, então resolveu usá-la mesmo que em proveito dos outros. Assim, realizou o desejo de uma jovem, disponibilizando lhe um bem material. Proporcionou uma grande alegria a uma mãe, revelando o paradeiro da filha, há anos desaparecida, e por último, diante de um doente, condoeu-se de suas feridas, oferecendo-lhe a cura.
Ao realizar o terceiro benefício, aconteceu o inesperado: a pedra transformou-se numa nuvem de fumaça e, em meio a essa nuvem, a fada surgiu dizendo: – Usaste a Pedra da Felicidade. O que me pedires, para ti, eu farei. Antes, devias fazer o bem aos outros para mereceres o atendimento de teu desejo. Por que demoraste tanto a usá-la? O homem então percebendo que tivera nas mãos, desde sua juventude, a oportunidade de construir uma vida plena de felicidade, e que a perdeu pelo desamor, comovido e arrependido disse: – Dá-me, tão somente, a felicidade de esquecer meu passado egoísta.
Bem, meus irmãos fica a lição. É fazendo o bem aos nossos semelhantes que a felicidade aninha em nossos corações. Tenham um feliz final de semana, e aproveitem para meditar sobre os ensinamentos dessa fábula.

BOM DIA BARRETOS.

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