segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

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ÊXODO

Bom Dia Barretos. Estamos há aproximadamente quarenta dias das eleições presidenciais e sinto que a nossa população está totalmente desnorteada, sem rumo, sem saber em quem votar. A nossa sociedade está cansada de ouvir promessas, em verdade, promessas vans que os candidatos fazem, ouvindo seus marqueteiros e que nada têm a ver, com as necessidades do país. O que o eleitor quer, em verdade, é saber quem, em ganhando as eleições, terá a força cívica de enfrentar o caos em que se encontra a administração pública do país.
Quem terá a coragem cívica de apear do governo, corruptos e corruptores, membros do crime organizado que hoje estão infiltrados nas entranhas das organizações governamentais? Quem chegará lá descompromissado com financiadores de campanha, bem como, de centenas de bandidos transfigurados de políticos? Estamos atravessando a maior e mais densa neblina de todos os tempos. Sem bussola a nos orientar, e sem crer em nossos condutores, o que poderemos esperar do amanhã?
Talvez isso possa explicar o êxodo de brasileiros de todas as classes sociais, que estão trocando o Brasil por outros países, em busca não só de empregos, mas também de segurança e ordenamento jurídico. Quem viaja ao exterior, volta admirado com o número de brasileiros que encontramos trabalhando lá fora, quer nos hotéis, como nos restaurantes e estabelecimentos comerciais. Tendo ido à Inglaterra no mês passado, me surpreendi com a diarista que atende na residência de meu filho, uma brasileira que deixou a Bahia e não pensa mais em voltar ao Brasil.
Acostumamos a falar da avalanche de refugiados da África e do Oriente Médio, que estão a invadir a Europa. Comentamos o êxodo dos venezuelanos, que diuturnamente estão deixando seu país em busca de melhores condições de vida, mas fechamos os olhos, como que não querendo ver, que o Brasil também está sofrendo o mesmo êxodo de seus filhos, expulsos daqui pela violência, pelo crime organizado, pelo desemprego e por governos, que traindo seus juramentos e compromissos com a nação, priorizaram o crime e o enriquecimento ilícito como metas de governo e de vida.
Quem está a nos governar? O governo constituído ou o crime organizado? Até quando teremos que ficar ouvindo pacientemente, como se estivéssemos numa terra sem lei, que se formos abordados pelos criminosos, não devemos reagir, apenas entregar-lhes nossos pertences e ainda agradecer-lhes, se nos deixarem vivos?
Chega de submissão ao crime, mas para que possamos virar essa página negra de nossa história, precisamos encontrar alguém, que com independência e sem compromissos ou rabo preso com o crime organizado, possa tomar atitudes firmes, coerentes e corajosas, que esperamos de um governo democraticamente eleito. Que DEUS nos abençoe e nos ilumine a buscar e encontrar essa ave rara no cipoal dos candidatos colocados na disputa.

BOM DIA BARRETOS.

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