domingo, 21 de julho de 2019

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ÉTER ANESTÉSICO

Bom Dia Barretos. Enquanto uma leve chuva caía sobre nossa cidade, me vieram à memória, os meus primeiros passos na medicina, quando ainda se usava o éter como anestésico, para que pudéssemos submeter os pacientes aos mais variados procedimentos. Era o anestésico da época, hoje ultrapassado ou quase mesmo banido pelos vários inconvenientes.
Fiquei então a meditar, se aquela chuva que caía em nossa cidade, não estaria impregnada de éter, tal a indolência e a passividade que graçam na nossa sociedade. Diria mesmo, uma terrível apatia, frente aos desmandos administrativos que estão a ocorrer e sem qualquer manifestação mais enfática, de qualquer setor da comunidade.
Funcionários foram afastados, mantendo seus vencimentos, há aproximadamente quarenta e cinco dias, levando os serviços por eles executados, a transcorrerem a passo de tartaruga, sem que se ouça uma única voz, contestando a inanição.
Parece que um manto negro está a pairar sobre Barretos, com as pessoas amedrontadas cabisbaixas e inertes, diante da gravidade das denúncias. A impressão que recolhemos, é de que está a se desenvolver um exaustivo trabalho para que tudo termine numa amarga pizza.
Tal impressão foi reforçada, quando lendo o Jornal de Barretos, me deparei com uma declaração de um membro da comissão que deverá apurar as irregularidades e que passo a reproduzir: “Está ruim, mas pode piorar ainda mais”. ‘É preciso reconhecer que o prefeito foi eleito pelo povo e tem mais dois anos pela frente. Temos que nos unir e defender o cargo de prefeito de Barretos, não apenas a pessoa’. Entendeu… Mas, tal apatia não é de agora.
Há mais de dez anos, procura-se fazer uma avenida, de pouco mais de dez quarteirões, a dita “Fundo de Vale”, que já consumiu mais de dez milhões de reais, sem que nunca seja concluída e sem que uma única voz, clame por providências junto às autoridades constituídas.
Interrompe-se uma artéria importante do município, como a rua vinte e quatro, e fica por isso mesmo, sem que se tome nenhuma medida para reparar o desmoronamento ali ocorrido, enquanto as águas vão se encarregando, de gradativamente, agravar o problema, ocasionando sérios prejuízos para a comunidade, e aborrecimento e prejuízo financeiro para os que ali residem, e tudo na santa paz de DEUS.
Contas municipais são rejeitadas pelo Tribunal de Contas e a Câmara Municipal não acata a rejeição, ficando tudo por isso mesmo. Acrescentem a isso a falta de água para abastecer os bairros de Barretos, as denúncias graves de desvios no instituto de previdência do município, e a passagem do gerenciamento do lixo para o SAAE, sem qualquer justificativa, e sem qualquer contestação, escancara a falta de vontade de investigar da Câmara Municipal.
Acreditem, assim vão se passando os dias, os meses e os anos deixando Barretos estagnada, a espera de um milagre, milagre que não vem. Vamos acordar!

BOM DIA BARRETOS.

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