segunda-feira, 25 de junho de 2018

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E AGORA JOSUÉ!

Bom Dia Barretos. E agora Josué! O que você vai fazer? Acabou o carnaval, recolheram-se, para o devido descanso anual, os pandeiros e os tamborins, desfizeram-se os blocos, as escolas de samba hibernaram, mas as contas, ah! as contas a pagar continuam aí, a desafiarem nossa capacidade de saldá-las.
Sim, e agora as contas do IPTU, IPVA, boletos e duplicatas, aluguéis atrasados, água, luz, mensalidades e materiais escolares, bem como os gastos de supermercados, se juntaram aos gastos com o cartão de crédito nos festejos momescos, além dos cheques voadores que alimentaram nossos cinco dias de falsas alegrias.
E agora Josué, o que fazer? Bem, não adianta ficar a se lamentar, é levantar a cabeça e recomeçar o trabalho de cada dia, procurando minimizar as consequências dos excessos praticados. É preciso criar uma dose extra de contenção de despesas, esquecer por uns tempos os happy hours, os encontros com os amigos, os jantares e até as eventuais idas ao cinema, para gradativamente retomarmos as rédeas do controle financeiro de nossas vidas.
Sim Josué, você tem razão, o preço a pagar é alto demais, mas também é o único caminho para evitar consequências mais graves que poderão advir. Você sabe Josué, que o carnaval é uma festa de origem pagã que se iniciou na Mesopotânia, Grécia e Roma antiga e que sempre se caracterizou pelo excesso e liberalismo de conduta.
No Brasil em seus primórdios, era uma festa comportada, praticada principalmente pelos escravos. Com o passar dos tempos a ela foram incorporados os cordões, as festas de salão, os corsos, as escolas de samba e as marchinhas que fizeram sucesso até bem pouco tempo. Hoje até o samba vai sendo postergado a um segundo plano, abrindo alas e dando passagem para o Rap. Meu Deus! O Rap no carnaval. Tempos modernos.
As liberalidades de costumes se acentuaram, culminando com os arrastões que assustaram o Rio e os turistas no último carnaval. Se as consequências são graves para o cidadão, pior ainda para os governos que terão que enfrentar o agravamento da violência e desordem social, que tiveram por pano de fundo os referidos festejos.
Então volto a perguntar: e agora Josué, se aos problemas financeiros se agregaram os de segurança pública, dos arrastões e das drogas a embotarem o discernimento de seus usuários. Você se lembra, antigamente quando os jovens se reuniam no período carnavalesco, sabíamos que na grande maioria das vezes, estavam tratando de fantasias e da formação de blocos para brincarem o carnaval. Hoje, lamentavelmente, na mesma grande maioria das vezes, quando se reúnem, sabemos de antemão que estão falando da formação de bandos e programando arrastões, que extrapolaram os festejos carnavalescos.
O que esperar do futuro da nação, se nossa juventude não recobrar rapidamente a razão, retomando o caminho da formação espiritual, moral e educacional, base da formação sadia, de uma sociedade justa e harmoniosa.
Bem Josué, é melhor voltarmos ao trabalho, para recuperarmos nossas finanças, e dar nossa parcela de contribuição alertando nossos jovens do perigo que correm, e ainda mais arrastando em sua derrocada a estrutura familiar, base de qualquer nação civilizada. Que Deus se apiede de nós.
BOM DIA BARRETOS.

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