segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

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DESOBEDIÊNCIA CIVIL ANÁRQUICA

Bom Dia Barretos. Pobre da sociedade, onde as pessoas não se entendem mais, tal como na torre de Babel. Pobre da sociedade, onde o horizonte deixa de ser de esperanças, para se tornar nebuloso, e o dia a dia deixa de ser regado pelo amor, para o ser por um clima de rancor e revanche. Pobre da sociedade, que deixa brotar em seu solo as ervas daninhas do ódio e da revolta. Pobre da sociedade, que vai se fragmentando a cada episódio conturbado vivido.
Claro que todos nós temos nossas opiniões a respeito dos mais variados assuntos e temos também o direito de as expressar. Podemos discordar das decisões tomadas, nos mais variados escalões do regime democrático, desde que as façamos, dentro dos limites da legalidade e do respeito que as instituições merecem.

Quando vemos as redes sociais inundadas por severas e apaixonadas manifestações contra o Supremo poder da Justiça pátria, com o manifesto desejo de o avacalhar e ridicularizá-lo; quando não mais se respeita os poderes da República, aí incluindo Executivo, Legislativo, e agora também judiciário; quando não se respeita mais quem possa expressar um pensamento divergente, mesmo que o faça com o devido respeito, podemos concluir que se está aplainando o terreno para a desobediência civil anárquica. Não a desobediência civil contra algumas medidas arbitrarias, essa sim encontrando respaldo, mas a desobediência civil anárquica.
Não sou comentarista político nem pretendo julgar pessoas ou ações, mas acredito que tudo na vida deve se pautar por conduta dentro dos limites legais, morais e jurídicos.
Atualmente, a sociedade brasileira parece que perdeu a tranquilidade e passamos a viver um novo tempo, tempo de intolerância, agressões e busca do confronto. A quem interessa isso? O que é que se quer de verdade? “Venezuelar” o Brasil? Importar um sistema que infelicitou uma nação e seu povo? Ou simplesmente pregar a desobediência civil anárquica?
A democracia se sustenta sobre três pilares: Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Quando se procura ridicularizá-los e destruir sua credibilidade, o que estamos buscando na verdade, ou querendo, é a implantação de um regime ditatorial ou uma intervenção militar. Por acaso é isso que se pretende?
Creio que a intolerância, que já vínhamos observando há muito tempo, até no futebol, onde alguns torcedores preferem torcer mais pela derrota do time adversário do que pela vitória do seu, contaminou nossa vida pública. Não podemos esquecer que ninguém chega ao poder caindo do céu. Chegam sim, através do voto que depositamos nas urnas. Portanto somos nós que os elegemos. Quantas vezes muitos barganharam seus votos por vantagens indevidas, indecorosas, semelhantes às propinas que campeiam nos meandros de órgãos públicos, com o aval dos parlamentares que elegemos.
Não vamos engrossar inadvertidamente o clamor daqueles que querem implantar a anarquia, com o único intuito de, através dela, implantar um regime de força no país. O Brasil não merece mais essa afronta. Sabemos que, pelos mais variados motivos, tem muita gente jogando álcool na fogueira, querendo ver o país entrar em combustão. É melhor ter um pouco mais de cautela, pois sabe-se como tudo começa, mas ninguém consegue prever como terminará.
BOM DIA BARRETOS.

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