quinta-feira, 15 de novembro de 2018

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DE VOLTA À BARRETOS

Bom Dia Barretos. Deixando de lado as escaramuças eleitorais, já que segundo todos os institutos de pesquisas, bem como, pelo sentimento que recolhemos nas ruas, a eleição para presidente da República já está definida, apesar dos estertores finais de uma esquerda deslumbrada. Assim, podemos voltar nossos olhos e nossa atenção, para uma análise, mesmo que superficial, do que se passa em nossa querida Barretos.
Em primeiro lugar, quero aplaudir a iniciativa tardia, mas melhor tarde do que nunca, de devolver a administração do nosso aeroporto ao DAESP. Agora sim, poderemos finalmente esperar, desde que verdadeira a notícia, as melhorias no nosso aeroporto, seguidas de uma linha comercial. Ponto positivo. Aplauso.
Por outro lado, acompanho com atenção as várias tentativas de transformar nossa cidade em capital country do Brasil. Reconheço que a imagem de capital country, para Barretos, pode contribuir para o nosso desenvolvimento turístico, só que para Barretos vestir o figurino de cidade country, a administração municipal não precisa deixar o mato tomar conta das sarjetas, avançando pelas calçadas, solapando o asfalto, a fim de caracterizar a nossa cidade como country.
Não é assim que se faz, pois assim nunca seremos conhecidos como cidade country, nem mesmo como cidade caipira, seremos apenas reconhecidos, como uma cidade abandonada pela administração municipal. Mas, se um dia nossos visitantes forem cegos e consequentemente incapazes de observarem o estado de nossas ruas, nem o lixo acumulado, mesmo assim, sentirão na pele as picadas dos pernilongos, que infestando a nossa cidade, estão a nos dizer: se cuidem que a dengue e suas comparsas vêm por aí.
Pior ainda, se quiserem tomar um banho precisam rezar para que não esteja faltando água. Não, não se pode reclamar de falta de recursos para os cofres municipais, uma vez que pela enésima vez, vamos arrecadar acima do previsto no nosso Orçamento. Então, por que obras inacabadas? Por que iniciar novas obras sem concluir as já iniciadas?
Alguém que resolver subir a Rua 28 em direção à Avenida dos Coqueiros encontrará um buraco e uma possa de água que desafiam a administração municipal há meses. Sim, isso mesmo, meses! Não, não vamos falar novamente da “Avenida Fundo do Vale”, que também desafia, e há muitos e muitos anos, não só uma, mas mais de uma administração.
Bem, a meu ver, ainda o mais grave é a insegurança que ronda Barretos. Agora nem crianças indo ao catecismo, estão a salvo dos furtos, roubos e agressões, tudo em plena luz do dia e nas barbas dos poderes constituídos, sem que qualquer voz ou ação se faça presente, em busca de estancar tal estado de coisa.
Assalto a lojas, oficinas, casas residenciais tornaram-se rotineiras. Não, ninguém prega nem quer o uso inadequado de força, muito menos de autoritarismo, mas o que se clama na cidade é pela ação dos poderes constituídos e uma atitude de postura firme de nossas autoridades no combate ao crime, devolvendo à nossa população a sensação de tranquilidade e segurança que desfrutávamos até então.
Será que é pedir muito? O país clama pela volta da normalidade e Barretos vai além, quer de volta os bons tempos de desenvolvimento acelerado num clima de ordem, paz e concórdia.
BOM DIA BARRETOS.

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