quarta-feira, 18 de setembro de 2019

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CONVERSA DE AMIGOS.

BOM DIA BARRETOS. 

Numa tarde modorrenta de agosto, dois amigos de infância conversavam num lugarejo ao norte de Mato Grosso. O primeiro dizia: Ainda bem que marquei minhas férias para agosto, agora vou poder realizar um sonho que sempre carreguei. Vou conhecer uma cidade, que para mim, deve ser um pedaço do paraíso. Dizem que lá vive um povo alegre, festeiro e que realiza a maior festa country do planeta. Dizem até que um dia um poeta cantou que “a cidade fica em festa até chegar o ano que vem”. 

Falava com tanto entusiasmo que contagiou o amigo, e então, os dois resolveram vir conhecer Barretos e sua famosa Festa do Peão. Chegou o dia e o sonho se realizou. 

Após se acomodarem, saíram para um primeiro contato com a cidade que sonhavam conhecer. O amigo, que fora contagiado pelo entusiasmo do primeiro, disse: – Confesso que a primeira impressão que tenho me deixa algo decepcionado. As ruas estão com o pavimento muito deteriorado. Veja, estamos passando pelo centro, em frente a um clube social, cuja fachada merece um cartão postal, mas veja o asfalto e repare nos desníveis nas sarjetas. Atravessamos a praça principal e me deu uma sensação de abandono. 

No dia seguinte, resolveram andar aleatoriamente pela cidade. A sensação de abandono se intensificou, percebendo o mato tomando conta da cidade, lixo espalhado, o que não se coaduna com uma cidade que presa o turismo e que se orgulha de sua festa maior. Quase arrependidos de terem vindo, foram visitar o parque. 

O sorriso reapareceu nos lábios e então tiveram a antevisão da grandiosidade do espetáculo que os esperava. Fizeram questão de conversarem com os visitantes e externarem a felicidade que lhes invadia a alma. 

Retornando ao hotel questionaram o porquê da cidade não se engalanar para sua festa maior? O porquê a praça principal estar tão escura e com um aspecto de desleixo? O porquê a praça ao lado da rodoviária estar abarrotada de andarilhos sem que a administração tome qualquer providência? Eram porquês, em cima de porquês, e então perceberam que não era só eles, mas a sociedade barretense como um todo, que também não entendia o porquê da nossa cidade estar “ao Deus dará”. À espera do início da festa, e querendo conhecer melhor nossa cidade, programaram visita ao Recinto Paulo de Lima Correa, onde a festa nasceu, ao Rio das Pedras, ao museu, ao shopping, à Região dos Lagos e alguns ranchos no Rio Pardo. 

Foi quando alguém disse: calma amigos, Barretos tem muitas coisas para conhecerem, e vocês irão amar nosso povo gentil e cordial, apenas nos perdoem pela administração que está devendo um pouco mais de carinho para com a cidade que lhes confiamos administrar.

BOM  DIA  BARRETOS. 

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