segunda-feira, 25 de junho de 2018

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Comissão Diocesana da 2ª Urgência promove segundo encontro de formação para representantes paroquiais

No sábado (03), aproximadamente 50 pessoas, representando as paróquias do bispado, participaram do segundo encontro de formação promovida pela Comissão Diocesana da 2ª Urgência “Igreja: Casa de iniciação à vida cristã”. O evento aconteceu no centro pastoral do Santuário Diocesano Nossa Senhora do Rosário, em Barretos.
A formação teve assessoria do padre Luís Gonzaga Bolinelli, pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Guaíra, e assessor eclesiástico da comissão responsável pela tarde formativa.
Os participantes têm como subsídio de estudo o Documento 107 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil): “Iniciação à vida cristã: itinerário para formar discípulos missionários”, e o “Itinerário Catequético: Iniciação à vida cristã – um processo de inspiração catecumenal”. A Diocese de Barretos está no processo de desenvolvimento do 3º Plano de Pastoral que tem como base as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2015-2019) que trabalha com cinco urgências na evangelização. Especificamente, a segunda urgência “Igreja: Casa de iniciação à vida cristã” é um processo de formação e educação na fé que leva a pessoa a um verdadeiro encontro pessoal com Jesus Cristo para que se torne Seu autêntico discípulo-missionário.
Um dos objetivos do trabalho dessa comissão diocesana é favorecer que as comunidades tomem consciência e reconheçam que os meios utilizados em outros tempos para o anúncio de Jesus Cristo já não possuem a mesma eficácia, gerando mudança e corresponsabilidade no processo de iniciação à vida cristã de adultos, jovens e crianças.
Durante a Quaresma – período de preparação para a festa da Páscoa – a Igreja recomenda que os fieis façam jejum e abstinência, principalmente às sextas-feiras. A prática é muito comum durante este tempo litúrgico, mas também no decorrer do ano. Mas porque jejuar nas sextas-feiras quaresmais?
“Para tornar mais verdadeira, autêntica e transparente a nossa vida diante de Deus”, explica o bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Armando Bucciol. O bispo ressalta ainda que sexta-feira na tradição da Igreja é o dia da morte do Senhor. Portanto, desde os primeiros séculos se tornou um dia litúrgico. Isto é, em que se recordava a morte do Senhor de uma maneira especial.
De acordo com o Código de Direito Canônico – leis que orientam a Igreja Católica – o jejum é a “forma de penitência que consiste na privação de alimentos”. Para tal prática, a orientação tradicional é que se faça apenas uma refeição completa durante o dia e, caso haja necessidade, pode-se tomar duas outras pequenas refeições, que não sejam iguais em quantidade à habitual.
Segundo dom Armando, a Igreja enriquecida por uma longa história documentada pela Bíblia, fala muitas vezes da necessidade de jejuar. Na Sagrada Escritura, o profeta Isaías insiste que não basta um jejum como obra exterior. É importante jejuar como purificação interior. Conforme as orientações da Igreja, o jejum e a abstinência são obrigatórios na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa e estão obrigados ao jejum os que tiverem completado 18 anos até os 59 completos. Os outros podem fazer, mas sem obrigação. Grávidas e doentes estão dispensados do jejum, bem como aqueles que desenvolvem árduo trabalho braçal ou intelectual no dia do jejum. Sobre a abstinência, o Direito Canônico diz que “consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre”. Segundo o documento, a tradição da Igreja indica a abstenção de carne, pelo menos nas sextas-feiras da Quaresma. “Mas poderá ser substituída pela privação de outros alimentos e bebidas, sobretudo os mais requintados e dispendiosos [caros] ou da especial preferência de cada um”, orienta o documento.
Para Dom Armando, o jejum quaresmal é um momento para entrar em si mesmos e ver na transparência do mistério de Deus a proposta cristã o que torna a vida mais bela, transparente.
Fonte: CNBB

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