quarta-feira, 16 de outubro de 2019

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Começa hoje o Sínodo da Amazônia

De hoje até o dia 27, no Vaticano, acontece o Sínodo dos Bispos para a Região Pan-amazônica, convocado pelo Papa Francisco. O tema é “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”.
No dia 15 de outubro de 2017, o Papa Francisco anunciou o Sínodo e explicou que seu principal objetivo “é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta”.
O Santo Padre disse que convocou o Sínodo atendendo o desejo de algumas Conferências Episcopais na América Latina, assim como as vozes de vários pastores e fiéis de outras partes do mundo.
Participarão do Sínodo Bispos dos nove países cujos territórios abrangem partes da Amazônia: 4 de Antilhas, 12 da Bolívia, 58 do Brasil, 15 da Colômbia, 7 do Equador, 11 do Peru e 7 da Venezuela. Também participarão 13 chefes de Dicastérios da Cúria Romana, 33 membros nomeados diretamente pelo papa, 15 eleitos pela União dos Superiores Gerais, 19 membros do Conselho Pré-sinodal, 25 especialistas, 55 auditores e auditoras, 6 delegados fraternos e 12 convidados especiais.
O Instrumentum laboris, aprovado pelo Conselho Pré-sinodal, foi publicado pelo Vaticano em 17 de junho. O documento possui 147 pontos divididos em 21 capítulos, separados por três partes que abordam os seguintes assuntos: “A voz da Amazônia”, entendida como escuta deste território; a “Ecologia integral: o clamor da terra e dos pobres” e a Igreja “com rosto amazônico e missionário”.
Segundo os responsáveis pelo documento, seu objetivo é apresentar a situação pastoral da Amazônia e novos caminhos para uma evangelização mais incisiva. Além disso, está redigido como uma reflexão sobre o problema ecológico que interessa a essa região, segundo a encíclica Laudato Si.
O Instrumentum laboris confirma que “o celibato é uma dádiva para a Igreja”. No entanto, também recomenda, entre outras coisas, a possibilidade de ordenar a sacerdotes idosos casados, chamados “viri probati” em áreas remotas.

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