sábado, 24 de agosto de 2019

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Cigarro: o vilão da boa saúde bucal

O número de fumantes no Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), já chega a quase 20 milhões, sendo que Curitiba é a capital que mais concentra esses tabagistas. Os problemas causados pela droga lícita afetam não só os fumantes, mas também as pessoas que convivem com essas pessoas, chamadas de fumantes passivos.
Além das doenças pulmonares, a saúde bucal é prejudicada pelo hábito de fumar, e as cáries e o mau hálito são os primeiros problemas a aparecer. “Como são mais de 4 mil substâncias ingeridas e que passam pela cavidade oral, elas ficam presas em toda a região da boca, causando halitose”, explica a especialista em ortodontia, ortopedia dos maxilares e lentes de contato, Dra. Luciana Beatriz Salbachian Moroni. Segundo a gestora da unidade Oral Unic de São José dos Pinhais (PR), mesmo com uma boa escovação, as pessoas não estão livres desses problemas.
Outro problema notado em fumantes é a mudança da coloração dos dentes. Dra Luciana conta que a nicotina presente no cigarro atinge diretamente o esmalte dentário, provocando uma coloração mais escura. “A gengiva também é afetada nesse processo, onde em casos extremos, pode levar à doença periodontal, que é uma infecção que prejudica tanto a gengiva, quanto os ossos que sustentam os dentes, e o paciente pode correr o risco até de perdê-los”, alerta a especialista. Fumantes têm duas vezes mais chances de desencadear a doença, em comparação com não fumantes.
Além disso, segundo estudo realizado pela Boston University’s School of Dental Medicin, pessoas que fumam têm maior probabilidade de precisar fazer tratamento endodôntico – tratamento de canal. “O ideal é parar de fumar, mas como não é um processo fácil, indicamos que os pacientes tabagistas visitem com mais frequência o dentista, para avaliações e possíveis tratamentos que evitem problemas mais complexos”, indica a dentista.

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