terça-feira, 22 de janeiro de 2019

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CHUVA CRIADEIRA

Bom Dia Barretos. Quando ainda jovem, ajudava meu pai no supermercado Gigantão, nas vendas e na entrega das mercadorias. Atendíamos muitos fregueses da zona rural e era comum, no período chuvoso, quando tínhamos dias de chuva fina e mansa, usarem a expressão; “Bendita chuva criadeira”. Diziam isso porque tal chuva penetra profundamente o solo, recompondo a umidade necessária para o plantio, dando-lhes esperança de uma safra favorável.
Até hoje, quando temos dias de chuvas constantes como as que estão a ocorrer em Barretos, a expressão me vem à memória, me fazendo vislumbrar dias melhores para os produtores rurais e consumidores em geral. Daí começarmos a esperar um ano de 2.019 com safra recorde, melhorando os preços dos alimentos para o consumidor, bem como as exportações brasileiras.
Ainda estava surfando de carona em meu pensamento, quando fui chamado à razão para um outro aspecto da chuva que cai em Barretos. Aqui na cidade também ela se apresenta como uma chuva criadora, só que perversamente criadora de buracos em cada trecho de nossas ruas asfaltadas.
A maioria das ruas de nossa cidade conta com revestimento asfáltico de mais de 15 a 20 anos, sem que recebessem pelo menos uma lama asfáltica a revitalizá-lo. Sempre no período chuvoso vem a promessa, tão logo as chuvas darem uma trégua começaremos o recape. As chuvas vão, voltam e tornam a ir e voltar, ano após ano, sem que as promessas sejam cumpridas.
Leio nos jornais várias aberturas de créditos especiais, sempre por excesso de arrecadação, mas infelizmente nenhuma para a recuperação do asfalto. Quando passo pela região dos lagos e vejo a implantação de um trecho de avenida, sem qualquer razão aparente para tal, fico a meditar: – Por que não usar tais recursos no recape de nossas ruas, obra urgente e necessária.
Quando vejo em pleno período chuvoso interromperem a rua 18 para implantar uma ponte, com graves transtornos para a vida da cidade e gastos desnecessários acarretados pelas chuvas penso: – Deve ser falta de experiência. Mas, será mesmo? Será que não aprenderam nada com o exemplo tenebroso da ponte na rua 22? Será não foi suficiente para o aprendizado?
Sabendo que o orçamento municipal prevê recursos para manutenção de vias públicas, dinheiro de nossos impostos, fico a perguntar: Onde foram aplicados? Quando ouço que o impasse da rua 24 se deve a não liberação de um imóvel, há tempos desapropriado, pergunto: Será que não sabem que a posse de qualquer área desapropriada, só se efetivará após o devido pagamento? Por que não o fizeram?
Bem, já pensava em parar por aqui minhas indagações quando me lembrei que após as chuvas, com grande quantidade de água parada, começa a safra de Aedes aegypti. A administração já está pensando no combate preventivo necessário, ou só depois que alastrar pela nossa cidade uma epidemia de dengue ou chicungunha iremos pensar no combate ao agente transmissor? Fica o alerta!

BOM DIA BARRETOS.

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