domingo, 05 de Fevereiro de 2017

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Celibato dos sacerdotes é defendido em livro

O padre Gary Selin, sacerdote da Arquidiocese de Denver, Estados Unidos, professor do Seminário Teológico de St. John Vianney e autor do livro ‘Priestly Celibacy: Theological Foundations’ (Celibato Sacerdotal: Fundamentos Teológicos) explicou em entrevista concedida à ‘National Catholic Register’ algumas das razões pelas quais a Igreja conserva e valoriza o celibato como um tesouro de sua disciplina e espiritualidade.
O livro de sua autoria foi inspirado inicialmente por uma palestra do Cardeal Francis Stafford à qual assistiu em seus anos de seminarista. “Nos deixou com uma sensação de admiração”, recordou o padre Selin. “Ele afirmou que o celibato sacerdotal era mais que uma disciplina, uma mera lei que podia ser mudada facilmente. Ensinou que era integral ao sacerdócio e relacionada intrinsecamente com a Eucaristia”. Esta compreensão abriu o panorama do então seminarista para compreender a centralidade da Eucaristia em sua vocação, de forma que fosse a fonte de todo trabalho pastoral e de um amor não dividido do sacerdote a Cristo e sua Igreja.
O sacerdote recordou vários argumentos materiais oferecidos em favor do celibato em termos de recursos, disponibilidade de tempo e outros, mas rejeitou que sejam suficientes para compreender sua necessidade. “O coração celibatário deseja a intimidade e somente Deus é a ‘propriedade’ do sacerdote”, comentou. “Em outras palavras, o celibato existe em primeiro lugar pelo bem da união do sacerdote com Cristo, com a qual e na qual ele serve a Igreja”.
Além disso, assinala no livro aspectos da história do celibato pouco conhecidas, como a antiga disciplina de exigir aos presbíteros que já estiveram casados no momento de sua ordenação a manter continência, já que haviam tomado por esposa a Igreja. O desenvolvimento da tradição da Igreja de rito latino avançou esta norma ao escolher a candidatos solteiros que permanecem celibatários durante seu ministério.
Apesar da Igreja admitir como legítima a disciplina das Igrejas de rito oriental que admitem sacerdotes casados, reconhece que o celibato é uma prática de maior excelência, a qual “tem sido guardada pela Igreja durante séculos como uma joia brilhante”, nas palavras do Beato Paulo VI em ‘Sacerdotalis Caelibatus’. O padre Selin insistiu na importância de não ver esta exigência como um peso, mas como um dom que permite ao sacerdote uma maior liberdade e um seguimento mais perfeito na imitação da vida de Cristo, de quem emana todo sacerdócio. 
Fonte: Gaudium Press

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