sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

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CAOS

Bom Dia Barretos. Parece que a nossa sociedade está sendo envolvida por um profundo sentimento de caos. Quanto pior melhor, deve estar passando pela cabeça de alguns.
Caso contrário, não se explica a sinistrose criada com a greve dos caminhoneiros. Uma torcida insana para que a crise se agrave, com a tentativa desesperada para que a população se envolva, vá às ruas e engrossasse o movimento.
Pior ainda, de quase dois anos para cá, toda vez que a economia começa a dar sinais de melhoras, algo é lançado no ar ou na mídia, para trazer de volta a insegurança e o desânimo em nossa população.
Quantas greves já foram enfrentadas e quantas foram solucionadas a contento, sem o alarido atual. Querem, porque querem botar fogo no circo. Quem ganha com isso? Os radicais? Candidatos a presidente mais à esquerda? Não dá para conceber que até o Presidente de um poder, como o Presidente da Câmara, propõe uma medida eleitoreira, como zerar os impostos sobre os combustíveis, sem ouvir, analisar ou discutir se a medida é viável, com a área econômica ou com seus pares.
Tudo pensando em angariar simpatia à sua candidatura a Presidente da República. Todos nós somos contra a escalada da alta dos combustíveis. Mas quando se estimula a população a correr aos postos de combustíveis e aos supermercados, para se abastecerem antes do apagão geral do abastecimento, o que estão querendo é apenas criar clima para uma revolta descontrolada.
É isso que o país precisa? Todos nós queremos impostos mais adequados à nossa realidade e capacidade de honrá-los, mas também todos nós queremos viver num ambiente de paz e harmonia, onde também floresça a justiça e o respeito entre os poderes, base de qualquer regime democrático. Quando os grevistas propõem manter a greve, apesar de o governo estar atendendo muitas das suas reivindicações, fica muito claro que a greve passou a se inserir numa manobra política eleitoral.
E o nosso direito de ir e vir? Como fica? E o direito de trabalhar quem assim o quiser, onde fica? Estão deixando escancaradas as vias para o aparecimento daqueles ditos salvadores da pátria, mas que acabam sempre a levando para o caos da insolvência. O exemplo da Venezuela aí está. A crise da Argentina levou o governo de volta ao FMI. Será que é isso que os nossos agitadores de plantão querem?
Queremos mudanças sim, mas que elas venham pelas urnas e pela conscientização de nosso povo na hora de votar. Vamos abaixar a bola, dizer que queremos mudanças sem romper o estado de direito.
Se pretendiam acertar o Presidente Temer, erraram o alvo e atingiram o coração de nossa sociedade. Mas se a intenção era tumultuar as eleições, o que estão conseguindo é levar o país a uma convulsão social. Não queremos ser Cuba nem Venezuela, muito menos Bolívia. Também não queremos importar a crise cambial da Argentina. Portanto, vamos colocar a cabeça no lugar.

BOM DIA BARRETOS

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