domingo, 05 de novembro de 2017

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BENVINDA SEJA A MORTE

Bom Dia Barretos. Creio que já é chegada a hora de começarmos a abolir o medo da morte. A morte não é o fim, e sim o abençoado retorno ao plano espiritual.

Como a grande maioria, também fui ao cemitério no dia de Finados. Vi pessoas lamentando a perda de entes queridos e fiquei a meditar: Quem perdeu quem? Somos seres espirituais que viemos a esse planeta para uma experiência humana. Para tal, tivemos a companhia de algumas pessoas próximas a nós no plano espiritual, que nos acompanharam nesta empreitada, e que se constituíram em nossa família.

Podemos dizer que nossa família se assemelha a um grupo de amigos que, combinando uma viagem de férias, vão juntos, por exemplo, a uma ilha paradisíaca do Caribe. Ninguém vai ficar lá para sempre, e já no final das férias todos estão ávidos para voltar para casa. Aqui chegando, cada um retorna ao seu lar. Ninguém perdeu ninguém, todos continuam amigos, mas cada um continua a cuidar de seus afazeres.

A morte é como que, se finda nossa experiencia humana, estivéssemos retornando ao plano espiritual, ou seja, à casa do Pai. Quem aqui fica não tem que lamentar nada e sim apenas agradecer a Deus a oportunidade que nos foi dada de compartilharmos juntos, dias maravilhosos em nossa experiencia humana. Vamos apenas relembrar os momentos felizes de nosso convívio. Em vez de lamentar, agradecer, em vez de sofrer, bendizer a oportunidade que nos foi dada de repartir amor.

Li num livro a seguinte expressão: "Viver é como se tivéssemos passado toda nossa vida num avião, atravessando nuvens negras, em meio à severa turbulência, e então, com a morte, subitamente nos alçarmos acima dela, num céu tranquilo e ilimitado. Inspirados e estimulados por essa chegada a uma nova dimensão de liberdade, descobrimos a profundeza da paz, da alegria, da confiança em nós mesmos, que nos enchem de encantamento e geram, gradualmente, a certeza de que há em nós, aquela "alguma coisa" que nada destrói, que nada altera, e nem pode morrer".

Por isso digo: benvinda seja a morte, porque ela representa o final feliz de nossa experiência humana. Alguém poderia perguntar: Por que viemos à terra? Por que todos não vêm juntos e juntos retornam? Não sei responder, mas perguntaria, qual o valor do vestibular, se o vestibulando soubesse de antemão o seu resultado? Devemos provar para nós mesmos, que somos capazes de superar os desafios, que propusemos enfrentar em nossa jornada terrena. Talvez seja esse o objetivo. Ai entra a fé.

Acredita-se ou não se acredita. Raymond Moody, após dedicar toda sua vida à pesquisa sobre experiências de quase morte, escreveu: "Comecei a compreender quão próximos da morte estamos todos nós na vida cotidiana. Mais do que nunca, agora tomo todo o cuidado de deixar que cada pessoa que amo, saiba o que sinto".

Assim, este é o meu conselho de coração, para aqueles que estão nas profundezas da dor e do desespero, depois de perder alguém que muito amavam: orar por ajuda, força e graça. Ore para que você supere e descubra o significado mais rico e profundo da nova vida em que agora se encontra. Seja vulnerável e receptivo, seja corajoso e paciente. Mais do que tudo, procure já, em sua própria vida, maneiras de partilhar mais profundamente seu amor com os outros.

Quem partiu tinha sua missão cumprida, se obteve êxito ou não em sua empreitada, só sua própria consciência, e o Criador serão capazes de responder. Cuidamos pois, de cumprirmos nossa missão e deixemos que eles desfrutem da merecida paz no plano espiritual.

Bom Dia Barretos.

 

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