segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

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Atividades físicas em grupo geram mais motivação para uma vida mais ativa

“A grande vantagem é a motivação. Observamos grupos que correm juntos e eles aderem mais ao exercício quando estão acompanhados”, garante o cardiologista. “Como hoje o comprometimento com a prática é fundamental para evitar problemas futuros, se a motivação vier de um grupo, o negócio é aproveitar. A capacidade física, além de promover saúde individual, ainda reduz os gastos da saúde pública. Ou seja, quanto mais exercícios a pessoa faz, mais capacidade física ela ganha e isso onera muito menos o Sistema Único de Saúde (SUS).”
“A qualidade de vida não fica só no corpo. Tem toda uma questão de socialização também. Vários profissionais de saúde em todo o país recomendam a dança, por exemplo, como um ótimo exercício. Na Europa existem trabalhos em que doentes cardíacos se recuperam com valsa. Aqui no Brasil, temos samba e outras danças de salão, ou seja, atividades que trabalham a saúde do corpo e da mente da pessoa”, acrescenta Milani.

Apoio de profissionais de saúde
Os que praticam atividade – em grupo ou individualmente – devem se lembrar de procurar um profissional de saúde para fazer uma avaliação e conhecer os próprios limites. “Para fazer uma atividade de maior intensidade é sempre bom uma avaliação médica preventiva para ver se há algum fator cardiológico, uma doença oculta como diabetes ou pressão alta, ou alguma condição ortopédica que precisa de tratamento”, explica Milani.
Segundo o cardiologista, também é importante conhecer o próprio corpo para não extrapolar. “O único porém da atividade física em grupo é que são pessoas diferentes. Muitas vezes uma pessoa menos preparada tenta acompanhar o outro, o que é bom para gerar um estímulo, mas que pode acabar em lesão por causa do aumento da carga de exercícios, por exemplo. Devemos sempre lembrar que ninguém tem o mesmo nível técnico ou capacidade física, então um excesso pode sobrecarregar a parte ortopédica ou muscular, atrapalhando toda a atividade”, aponta o cardiologista.

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