sexta-feira, 22 de março de 2019

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Arqueologia sacra para a Igreja não se resume apenas a fatores históricos

Muitos conhecimentos e descobertas sobre a história da Igreja se devem ao trabalho de arqueólogos; mas, o que é realmente a arqueologia sacra e o que a diferencia da convencional?
Em entrevista concedida a ACI Digital, o arqueólogo Carlos Evaristo explicou esta questão e também sublinhou a grande importância da arqueologia sacra para a Igreja, que não se resume apenas a fatores históricos.
“Enquanto a arqueologia convencional busca, em vestígios materiais, a compreensão das culturas e dos modos de vida de diferentes sociedades humanas, do passado e do presente, a arqueologia sacra está voltada, especificamente, para o que a Igreja Católica considera sagrado”, especificou o especialista.
Carlos Evaristo é arqueólogo, historiador, autor e escritor, além de representante do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano para países Lusófonos. Também é fundador/curador da Real Lipsanotheca, em Portugal, onde, segundo ele, é possível encontrar o maior acervo de relíquias fora do Vaticano. E, para dar suporte a esta missão, criou também o Apostolado para as Relíquias Sagradas e a Cruzada Internacional pelas Relíquias Sagradas (ICHR).
Segundo Evaristo, na arqueologia sacra, “a partir de vestígios sobrenaturais, o especialista descortina o transcendental”.Quais seriam esses vestígios? Conforme pontuou, trata-se dos “lugares santos que testemunharam acontecimentos extraordinários, as relíquias sagradas…”. Entretanto, o especialista assinalou que, “por ser uma ciência, há procedimentos adequados para a pesquisa, como manuseio correto de corpos santos e artefatos sagrados”.
Nesse sentido, resumiu, “entre os deveres de quem se dedica a essa área, está a busca da preservação dos inestimáveis tesouros da Cristandade”.

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