sábado, 20 de julho de 2019

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AINDA BEM QUE EXISTE CRISE:

O aspecto humano da questão
Ainda bem que existe crise, pois é dela que nascem as inovações nos negócios e destacam-se as pessoas mais criativas para aquecer o mercado, assim como qualquer outra complicação do dia a dia. O impacto negativo da crise pode ser revertido a novas ideias. As gerações passadas sobreviveram a grandes acontecimentos no contexto nacional e internacional, o que mostra a capacidade de superação das pessoas e necessidade de inovação em momentos simbólicos.
Inovar no presente com vistas ao futuro próximo deve ser o propósito de todo empreendedor, sem deixar de lado o “aspecto humano da questão: composto por estratégia, aprendizado, conhecimento, confiança, criatividade, cultura” (Moreira e Stramar, 2014, p. 15).
O fracasso e o sucesso de uma organização dependem da motivação dos seus colaboradores e do engajamento que eles têm com o negócio. Em tempos de crises, as empresas precisam se adaptar e os colaboradores são essenciais para equacionar essa situação da melhor maneira possível. Como?
Sabendo reconhecer estes momentos e possuindo habilidade para enxergar além das barreiras: adotar postura proativa, correr atrás das oportunidades sem ter medo de errar, fazer o trabalho com prazer, manter-se bem informado, cumprir as metas estabelecidas, ouvir, planejar, organizar, dirigir, controlar e praticar o autoconhecimento: identificar pontos fortes e conquistas, saber as formas de se apresentar pessoal e profissionalmente, construir relacionamentos profissionais eficazes e definir estratégicas para aproveitar melhorar as oportunidades são algumas ações a serem realizadas.
Negociar é uma tarefa difícil, imagine lidar com culturas, hábitos, e costumes diversos. Nesse sentido, uma das competências que mais se destaca entre os colaboradores de uma empresa é a flexibilidade, que indica menor tempo de adaptação às mudanças. Também é fundamental o acesso ao conhecimento e à informação atualizada, com os quais o profissional tem mais chances de tomar a decisão correta.
Moreira e Stramar (2014) destacam que nenhuma atitude terá sucesso se o profissional não for o centro das decisões: “é preciso trabalhar o ser humano como ponto estratégico central, pois ele é a essência dos negócios”.
Contudo, cabe ao colaborador crescer enquanto profissional para que a empresa possa ter uma base forte e ir além dos fins lucrativos. Isto só acontece quando todas as partes da empresa estão envolvidas. Seki (2016) afirma que o segredo das boas práticas é o propósito de gerar princípios básicos que contribuam para a qualidade da gestão e longevidade da organização. Afirma ainda que decisões conscientes e maduras envolvem juízos de valor sobre os próprios atos, honradez e retidão e cuidado.
Para Rulli (2016, p.8), habilidade e poder de decisão são fundamentais para lidar com os clientes que, na maior parte das vezes, não têm tempo sobrando: “Ser um bom colaborador é possuir habilidades comerciais e boas relações, manter o constante interesse em novas culturas, estar aberto a mudanças e adaptações necessárias”.
A transparência também é ponto de destaque na construção das relações de trabalho e transmite aos demais indivíduos um senso de justiça e responsabilidade. Assim, a gestão de pessoas assume um papel essencial, uma vez que pode ser um elemento transformador e gerador de mudanças dentro das empresas (CINTRA et al., 2012).
Os gestores aptos para assumir posições de liderança devem possuir uma sólida formação teórica que os tornem capazes de tomar decisões gerenciais e estratégicas que sejam embasadas, seguras e coerentes com a corporação da qual fazem parte e, principalmente, com o mercado e o ambiente econômico nos quais a mesma está inserida.
A inovação permeia e afeta toda a estrutura organizacional, seja nas partes, seja no todo. Nessa ótica, não basta que a gestão da inovação considere apenas uma parte específica do processo, deve compreender o todo, isto é, ter uma visão holística e diversificada. Assim, para se chegar a uma visão holística da organização, é necessário ter a compreensão de que todos esses sistemas estão interligados, e o que cada um faz no espaço e no tempo impacta as decisões e escolhas dos demais (MOREIRA e STRAMAR, 2014).
A Gestão de Pessoas vem passando por inúmeras transformações e ocupa hoje o centro da gestão estratégica das empresas. Os funcionários passaram a  ser  vistos como  os  maiores  detentores do capital  competitivo das empresas.
Empreendedores e líderes de equipes que busquem alavancar seus resultados por meio da gestão de pessoas devem desenvolver uma visão gerencial no que diz respeito à área de recursos humanos, integrada à estratégia global das empresas e compreender que “o conhecimento via aprendizagem, reflexão ou abstração de informações é uma forma de poder. (MOREIRA e STRAMAR, 2014, p. 10).”

NÁDIA DE CASTRO
CARVALHO
Mestre em Administração. Faculdade Barretos. Email: nadia@unibarretos.com.br

ALINE CRISTINA CAMARGO
Doutoranda em Mídia e Tecnologia. Ex_ Agente Local de Inovação ALI Sebrae / CNPQ. Email: alinecamargo20@gmail.com.

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